terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tem coisas que é mais rápido fazer à mão

Bom, pessoal. O Macagnan tava sem assunto pra essa postagem (2017 tá difícil, falta tempo e sobra coisa pra fazer) quando surgiu um pendrive "empesteado" nas mãos. A proprietária mandou numa papelaria o tal pendrive para imprimir um arquivo do Word e ao retornar tinha se sucedido uma tragédia (talvez nem tanto assim mas...).

O tal pendrive tinha dois arquivos do Microsoft(r) Word e duas pastas. Ao voltar da papelaria o conteúdo estava estranho:

Clica que aumenta!
Que estranho! Os quatro ícones são ícones de atalho (olha a flechinha no canto esquerdo, embaixo) e os dois arquivos que deveriam ser do Word estão com ícones de aplicativos e não com o ícone do Word (a letra W sobre uma folha de papel). Algo de estranho aconteceu. Por que motivo essas modificações? O primeiro palpite é: - É vírus!

Bem, vamos ver isso de perto. Vamos olhar por detrás da cortina. O Macagnan está usando neste exemplo um computador rodando o Windows 7. Primeiro precisamos ver se há algo mais escondido. O primeiro passo é tornar visível arquivos escondidos ou de sistema. Vejamos como se chega lá. Já que estamos com a janela do conteúdo do pendrive aberta, vamos em...

Abrindo o menu Ferramentas
 ... menu Ferramentas, depois clicamos em "Opções de pasta...". A seguir será aberta a janela "Opções de pasta". Clicamos e selecionamos a aba "Modo de Exibição" e...

Desocultando arquivos ocultos
... retiramos a marca de seleção das opções "Ocultar os arquivos protegidos do sistema operacional (Recomendado)"; vai surgir uma caixa de diálogo perguntando se tem certeza disso e alertando que se você apagar ou modificar algum arquivo de sistema pode inutilizar o seu sistema operacional. Vamos em frente, respondendo "sim" para podermos visualizá-los. Retire também a marca das opções "Ocultar as extensões dos tipos de arquivos conhecidos" e selecionamos a opção "Mostrar arquivos, pastas e unidades ocultas". Depois clicar em OK. Epa! tem algo estranho aí!

Há mais arquivos ocultos ai...
Além dos quatro atalhos agora aparecem os arquivos que haviam desaparecidos, circulados em azul, porém com os ícones "desbotados". Se clicarmos com o botão direito do mouse sobre esses arquivos e depois em "Propriedades", veremos que eles têm selecionados os atributos "Oculto", "Somente leitura" e "Arquivo do sistema". Mas ao tentarmos desfazer estes atributos, eles IRRITANTEMENTE voltam ao seu estado anterior como um passe de mágica. MAS... tem outro arquivo estranho ali que não pertencia a ninguém: o arquivo que aqui aparece como "Manuel.doc" mas pode aparecer com qualquer outro nome. O Macagnan esqueceu de gerar um "print" do conteúdo deste arquivo mas este na verdade é um documento que contém scripts em uma linguagem chamada VBS (Visual Basic Script), com a qual o pacote Office interage nativamente. Este script é o que esconde os arquivos originais e impede que alteremos suas propriedades e ainda cria o atalho falso para os documentos reais. Ao clicar no atalho o documento verdadeiro é aberto mas antes disso o script infecta o computador onde o pendrive está conectado e assim por diante. Para verificar isso basta clicar com o botão direito do mouse sobre o atalho e depois em "Propriedades" (o Macagnan não fez "print" desta parte). Na aba "Atalho" da janela das Propriedades, em "Destino:" aparece o caminho onde está o documento E ALGO MAIS depois disso. Esse algo mais é uma série de comandos que vão interagir com o arquivo infectado fazendo com que este se instale e bagunce o computador recém infectado. Agora é hora de agir sem dó:

Começando a limpeza.

Selecionamos os quatro atalhos (preste atenção para não selecionar os arquivos "legítimos"!) e os exclua permanentemente (Shift + Delete). Se aparecer a caixa de mensagem pedindo se temos certeza disso, confira e responda "Sim". Pode acontecer de o Windows não conseguir encerrar algum programa mas pode ser forçado a encerrar utilizando o Gerenciado de Tarefas (geralmente a combinação de teclas Control+Alt+Del) e encerrando o processo.

Muito bem, eliminados os atalhos contaminados, eliminado o arquivo gerador do problema, é voltar a usar o pendrive com os arquivos normalmente... mas, espere aí! Os arquivos ainda estão ocultos e como se fossem somente leitura. E agora? Não se consegue mudar as propriedades. O jeito é apelar: vamos instalar um programa chamado "Attribute Changer" que nos irá livrar deste aperto. Attribute Changer é um programa pequeno, sem muitas firulas e que roda em segundo plano, só sendo acessível através do menu aberto com o botão direito do mouse. O Macagnan recomenda baixar direto do site do produtor:

Attribute Changer, um dos melhores programas já inventados até hoje.
Depois de instalado, vamos testar como funciona: damos um clique sobre um dos arquivos de texto, por exemplo, com o botão direito do mouse. Abre-se um menu que traz...

Attribute Changer em ação

... duas opções: "Modificar Atributos" e "Modificar Atributos / Usar Salvos". Damos um clique com o botão esquerdo do mouse em "Modificar Atributos" e finalmente o programa mostra sua caras:

A interface do Attribute Changer
Como estamos lidando com um arquivo, selecionamos a aba "Propriedades do Arquivo" (na figura aparece selecionada a aba "Propriedades da Pasta" mas o processo é o mesmo para os arquivos e para as pastas), retiramos a marcação em "Somente leitura", "Sistema" e Oculto". Mais abaixo marcamos a opção "Subpastas", para que as configurações sejam aplicadas também nos arquivos e subpastas contidas dentro da pasta atual e mais um clique em "Ok" e lá estão de volta os arquivos originais!

Serviço terminado por aqui para o Attribute Changer

Agora resta voltar ao começo e desfazer algumas configurações. Voltamos ao menu "Ferramentas"...

Desfazendo alterações
... clicamos novamente em "Opções de pasta...". Retornaremos à janela "Opções de pastas..." e...

Retornando tudo ao normal
... selecionamos a aba "Modo de Exibição". Lá marcaremos novamente os itens "Ocultar os arquivos protegidos do sistema operacional (Recomendado)" e "Ocultar as extensões dos tipos de arquivos conhecidos". Agora selecionamos a opção Não mostrar arquivos, pastas e unidades ocultas". Depois é só clicar em OK.

Pois bem, o pendrive está limpo e foi você mesmo que fez! Para garantir, escaneie seu pendrive com o antivírus de sua preferência.

Bom, pessoal! Por hoje é só, até a próxima!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Uma invenção boa pra cachorro

Hehe! Demorou mas apareceu qualquer coisa aqui... Enquanto o Macagnan escrevia estas palavras, passava pela sua mente uma cena de um velho filme de faroeste típica de uma cidade fantasma com aquelas moitas de plantas secas rolando no meio do nada...



É... tempo livre ultimamente tem ficado escasso, e os projetos iniciados então... Estão para todo o lado esperando a vez de serem finalizados.

Dessa vez é só isso mesmo, como o próprio título do blog diz: "um bom bate-papo a respeito de quase tudo". Pra variar, sobre cachorros. Ou melhor, invenções boas pra cachorro no sentido próprio mesmo.

Uma das maiores dificuldades do Macagnan era fazer com que não faltasse água para seus dois cachorros (na verdade mãe e filho) já que abastecer uma vasilha com água cinco ou seis vezes ao dia era muito trabalhoso. Por outro lado, não era justo os cachorros passarem sede. O jeito era partir para a automação. Mas deveria ser algo independente de energia elétrica, sensores, Arduíno e o escambau eletrônico que se enfia em tudo que é bugiganga de hoje em dia. A questão era fazer algo independente de energia elétrica, que funcionasse continuamente, tivesse uma autonomia razoável, fosse fácil de manejar e limpar. E que fosse de manutenção simples. E agora, caro leitor, antes de ir adiante tente imaginar uma solução para isso.

Pois bem, depois de noites e noites (era só esse período que sobrava para o Macagnan pesquisar) procurando ideias na internet, saiu isso:

Uma pia automática! Que coisa! Mas como isso funciona? Aliás, ISSO FUNCIONA?

Vamos ver por partes como a "coisa" foi construída pelo Macagnan:

Primeiro, o reservatório:

De lado...
... e de frente
O reservatório é qualquer recipiente que possa ser utilizado para armazenar água potável sem vazar e que não esteja contaminado (você não vai querer que seu animalzinho de estimação beba água contaminado com sei-lá-o-quê que vai fazer mal ou pior...). O Macagnan usou uma pipa plástica de vinte litros e deu um jeito de adaptar no lugar da torneira uma conexão para mangueira. A estrutura foi feita no improviso, usando pedaços de madeira, parafusos e pregos que se tinha disponível e foi montada sob medida para que a pipa encaixasse justa e bem presa na estrutura. Aí a dona Macagnan pediu para colocar umas rodinhas para facilitar o deslocamento da estrutura. Nada que uma furadeira e uma serra copo grande não resolvessem.

O passo seguinte foi a pia:


Uma pia de plástico e uma bóia comum preparada para caber na pia em uma posição que não atrapalhasse o ato de matar a sede. A bóia ficou assim depois de preparada:


A haste de metal da bóia foi cortada e as duas partes foram unidas com Durepoxi para que a bóia cabesse dentro da pia e tivesse curso suficiente para funcionar. O passo seguinte foi trazer a água até a bóia. E para isso o Macagnan usou dois metros de mangueira e uma conexão para a bóia:


Um "cachimbo" ou adaptador para mangueira enroscado na bóia e preso à mangueira que vai levar a água. Como a mangueira não parava de se mexer e com isso alterar a posição da bóia, o jeito foi furar uma parede lateral da pia com uma serra copo e passar a mangueira por esse furo para estabilizar a bóia. Resolvido isso, foi só prender a pia em um lugar acessível aos bichinhos, conectar a mangueira na caixa dágua e enchê-la; e...


Está feita a pia automática. E o Macagnan garante que funciona mesmo, sem energia elétrica, sem eletrônicos ou outra frescuragem moderna. 


Pra quem não viu taí o detalhe do encaixe da mangueira aí está.

Pronto! tudo instalado e funcionando até hoje!


E já que o Macagnan estava lidando com madeiras, em um outro fim de semana o Macagnan resolveu um problema que o incomodava:


Uma janela baixa, deformada pela ação do sol e da chuva e fácil de abrir. Mas nada que uns pedaços de madeira, pregos e parafusos de madeira com cabeça lisa, porcas e arruelas não resolvessem. A cabeça do parafuso ficou na parte de fora e por ser lisa não vai ser fácil agarrá-la e tentar desaparafusar. E para garantir que o parafuso não vai sair com facilidade, a ponta foi cortada no tamanho exato da superfície da porca e rebatida com martelo e uma punção para criar uma espécie de rebarba que tem a função de dificultar a saída da porca.

Nas próximas postagens o Macagnan vai trazer mais projetos que andou fazendo nesse período de ausência do blog.

Bom, pessoal. Por hoje é só e até a próxima!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A nostalgite continua...

... e a demora para sair postagens nesse blog também. O Macagnan precisaria se dedicar mais mas... sabe como é... Deixa pra lá. Alguém aí aceita um Feliz Ano Novo atrasado? Ou nem tanto assim, já que o Brasil só começa a funcionar a todo vapor depois do Carnaval? Ah, deixa pra lá! O importante é que aos trancos e barrancos o blog ainda resiste nesses dias de Facebook, Whatsapp, Instagram, SnapChat e um punhado de outras redes sociais desconhecidas. E o Macagnan vai tentando manter o boteco funcionando (e a freguesia também, se der).

Não é de hoje que o Macagnan vem mostrando neste blog coisas "velhas" que fizeram parte da infância de muito quarentão por aí. E um dos sonhos de consumo dessa geração eram os videogames, cobiçados por muitos e tidos por pouquíssimos. Quem dessa faixa etária, do sexo masculino, nunca quis ter uma RDZ 135 ou uma CB 400 mesmo sem ter dezoito anos? Ouvir discos de Tears for Fears, Phil Collins, Menudos, RPM, Legião Urbana num aparelho de som National daqueles grandões? E que tal esnobar com um relógio digital com calculadora? E principalmente, que tal convidar os amigos para "ostentar" e passar a tarde jogando num Atari?

Sonhos de consumo na época inalcançáveis financeiramente.O que se há de fazer... Os anos se passaram, quer dizer, décadas se passaram, os amigos ficaram um pouco mais longe uns dos outros e de repente aquela vontade guardada por décadas começa a coçar, incomodar, se remexer. Mas agora (2017) é época de PlayStation®, XBox® e outros consoles high-tech. Hoje é possível construir uma máquina arcade em casa para rodar aqueles jogos velhos e outros mais modernos, os emuladores de consoles estão bem desenvolvidos de um modo geral, conseguindo reproduzir muito fielmente os velhos consoles mas, onde está a graça disso? São emuladores, cumprem muito bem sua função de SIMULAR os consoles e seus cartuchos mas, como lidar com a ausência nostálgica do console ali na nossa frente? Como jogar, por exemplo, Enduro ou Super Mario World e não ter ali na frente o negro console da Atari ou o tijolão cinza da Nintendo?

E por que não agora, depois de "velho", começar a realizar os sonhos de infância? O Macagnan começou a vasculhar os sites de compra atrás de sonhos de consumo há muito adormecidos e um belo dia enche-se de coragem e lá vem um Atari, o "sequelado" (que até a data desta postagem ainda não está concluído). Nesse intervalo veio o presente do amigo Ivanor: um Master System plenamente funcional e muito bem conservado para sua idade:

Este ainda tem a entrada para um adaptador de óculos 3D ou para jogos em cartão e ainda um conector de expansão escondido dentro da carcaça.

Para este o Macagnan ainda não adquiriu nenhum cartucho mas foi possível testar por vir com o jogo Alex Kidd In Miracle World na memória. Posteriormente o Macagnan adquiriu um controle "genélico né, balatinho balatinho?" para não deixar o console órfão:

De cima para baixo: joystick genérico, adaptador de RF, cabos de RF e AV e fonte de alimentação
Enquanto não adquiria o controle, o Macagnan usava o controle arcade feito em casa:

Dos bons para jogar "Decathlon"!

Nesse meio tempo surgiu um outro velho desejo que despertou o interesse do Macagnan: um Pense Bem da Tec Toy

Hum! Isso é interessante...
 A história desse brinquedo tá aqui nesta postagem.

Mas a vontade de ter um Atari não passava e o "sequelado" ainda na UTI. Daí apareceu um "Dart Vader" a um preço justo e funcionando! Não deu para evitar!

Habemus Atari!
 E este herdou também os cartuchos do "sequelado" e também veio com um adaptador de RF:

Sim, há dois cartuchos Freeway mas o da Polyvox está com problemas
Depois desse veio um Super Nintendo Baby, que o irmão do Macagnan pôs à venda:

Pequeno mas não faz feio ao irmão maior
E junto, os acessórios e um cartucho tradicional, consagrado e bem valorizado:

Alguém aí conhece o Mário?
Depois desse o Macagnan achava que aquela vontade antiga ia sossegar . E sossegou... por um tempo. Um dia, o Macagnan estava num brechó, passando só para ver o que tinha de bom e vê isso:

Um Dynavision Radical!
A história desse console tá no meio desta postagem, não é justo repetir aqui a história toda. Depois de muita pesquisa, os acessórios: fonte, cartucho, controle e cabo AV

E que comece a jogatina!
E a última aquisição do Macagnan (por enquanto) foi um Mega Drive I japonês que surgiu por um preço tentador e que tirou o sossego do Macagnan por alguns dias:

Bonito né?
Este veio ainda com a caixa e isopor originais:

Não contava com isso mas tá valendo!

E os acessórios: fonte de alimentação, cabo AV feito em casa, controle original SEGA três botões, na foto aberto para limpeza e inspeção

Hum! Acessórios!

E como não poderia faltar, alguns cartuchos para testar o console:

Agora sim!

E o Macagnan ainda tá de olho em outro "velho": anda pensando em um Phantom System, da Gradiente e um Genius da Estrela, mas, quem sabe?

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!
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