segunda-feira, 5 de junho de 2017

Uma invenção boa pra cachorro

Hehe! Demorou mas apareceu qualquer coisa aqui... Enquanto o Macagnan escrevia estas palavras, passava pela sua mente uma cena de um velho filme de faroeste típica de uma cidade fantasma com aquelas moitas de plantas secas rolando no meio do nada...



É... tempo livre ultimamente tem ficado escasso, e os projetos iniciados então... Estão para todo o lado esperando a vez de serem finalizados.

Dessa vez é só isso mesmo, como o próprio título do blog diz: "um bom bate-papo a respeito de quase tudo". Pra variar, sobre cachorros. Ou melhor, invenções boas pra cachorro no sentido próprio mesmo.

Uma das maiores dificuldades do Macagnan era fazer com que não faltasse água para seus dois cachorros (na verdade mãe e filho) já que abastecer uma vasilha com água cinco ou seis vezes ao dia era muito trabalhoso. Por outro lado, não era justo os cachorros passarem sede. O jeito era partir para a automação. Mas deveria ser algo independente de energia elétrica, sensores, Arduíno e o escambau eletrônico que se enfia em tudo que é bugiganga de hoje em dia. A questão era fazer algo independente de energia elétrica, que funcionasse continuamente, tivesse uma autonomia razoável, fosse fácil de manejar e limpar. E que fosse de manutenção simples. E agora, caro leitor, antes de ir adiante tente imaginar uma solução para isso.

Pois bem, depois de noites e noites (era só esse período que sobrava para o Macagnan pesquisar) procurando ideias na internet, saiu isso:


Uma pia automática! Que coisa! Mas como isso funciona? Aliás, ISSO FUNCIONA?

Vamos ver por partes como a "coisa" foi construída pelo Macagnan:

Primeiro, o reservatório:

De lado...

... e de frente
O reservatório é qualquer recipiente que possa ser utilizado para armazenar água potável sem vazar e que não esteja contaminado (você não vai querer que seu animalzinho de estimação beba água contaminado com sei-lá-o-quê que vai fazer mal ou pior...). O Macagnan usou uma pipa plástica de vinte litros e deu um jeito de adaptar no lugar da torneira uma conexão para mangueira. A estrutura foi feita no improviso, usando pedaços de madeira, parafusos e pregos que se tinha disponível e foi montada sob medida para que a pipa encaixasse justa e bem presa na estrutura. Aí a dona Macagnan pediu para colocar umas rodinhas para facilitar o deslocamento da estrutura. Nada que uma furadeira e uma serra copo grande não resolvessem.

O passo seguinte foi a pia:


Uma pia de plástico e uma bóia comum preparada para caber na pia em uma posição que não atrapalhasse o ato de matar a sede. A bóia ficou assim depois de preparada:


A haste de metal da bóia foi cortada e as duas partes foram unidas com Durepoxi para que a bóia cabesse dentro da pia e tivesse curso suficiente para funcionar. O passo seguinte foi trazer a água até a bóia. E para isso o Macagnan usou dois metros de mangueira e uma conexão para a bóia:


Um "cachimbo" ou adaptador para mangueira enroscado na bóia e preso à mangueira que vai levar a água. Como a mangueira não parava de se mexer e com isso alterar a posição da bóia, o jeito foi furar uma parede lateral da pia com uma serra copo e passar a mangueira por esse furo para estabilizar a bóia. Resolvido isso, foi só prender a pia em um lugar acessível aos bichinhos, conectar a mangueira na caixa dágua e enchê-la; e...


Está feita a pia automática. E o Macagnan garante que funciona mesmo, sem energia elétrica, sem eletrônicos ou outra frescuragem moderna. 


Pra quem não viu taí o detalhe do encaixe da mangueira aí está.


Pronto! tudo instalado e funcionando até hoje!

E já que o Macagnan estava lidando com madeiras, em um outro fim de semana o Macagnan resolveu um problema que o incomodava:


Uma janela baixa, deformada pela ação do sol e da chuva e fácil de abrir. Mas nada que uns pedaços de madeira, pregos e parafusos de madeira com cabeça lisa, porcas e arruelas não resolvessem. A cabeça do parafuso ficou na parte de fora e por ser lisa não vai ser fácil agarrá-la e tentar desaparafusar. E para garantir que o parafuso não vai sair com facilidade, a ponta foi cortada no tamanho exato da superfície da porca e rebatida com martelo e uma punção para criar uma espécie de rebarba que tem a função de dificultar a saída da porca.

Nas próximas postagens o Macagnan vai trazer mais projetos que andou fazendo nesse período de ausência do blog.

Bom, pessoal. Por hoje é só e até a próxima!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A nostalgite continua...

... e a demora para sair postagens nesse blog também. O Macagnan precisaria se dedicar mais mas... sabe como é... Deixa pra lá. Alguém aí aceita um Feliz Ano Novo atrasado? Ou nem tanto assim, já que o Brasil só começa a funcionar a todo vapor depois do Carnaval? Ah, deixa pra lá! O importante é que aos trancos e barrancos o blog ainda resiste nesses dias de Facebook, Whatsapp, Instagram, SnapChat e um punhado de outras redes sociais desconhecidas. E o Macagnan vai tentando manter o boteco funcionando (e a freguesia também, se der).

Não é de hoje que o Macagnan vem mostrando neste blog coisas "velhas" que fizeram parte da infância de muito quarentão por aí. E um dos sonhos de consumo dessa geração eram os videogames, cobiçados por muitos e tidos por pouquíssimos. Quem dessa faixa etária, do sexo masculino, nunca quis ter uma RDZ 135 ou uma CB 400 mesmo sem ter dezoito anos? Ouvir discos de Tears for Fears, Phil Collins, Menudos, RPM, Legião Urbana num aparelho de som National daqueles grandões? E que tal esnobar com um relógio digital com calculadora? E principalmente, que tal convidar os amigos para "ostentar" e passar a tarde jogando num Atari?

Sonhos de consumo na época inalcançáveis financeiramente.O que se há de fazer... Os anos se passaram, quer dizer, décadas se passaram, os amigos ficaram um pouco mais longe uns dos outros e de repente aquela vontade guardada por décadas começa a coçar, incomodar, se remexer. Mas agora (2017) é época de PlayStation®, XBox® e outros consoles high-tech. Hoje é possível construir uma máquina arcade em casa para rodar aqueles jogos velhos e outros mais modernos, os emuladores de consoles estão bem desenvolvidos de um modo geral, conseguindo reproduzir muito fielmente os velhos consoles mas, onde está a graça disso? São emuladores, cumprem muito bem sua função de SIMULAR os consoles e seus cartuchos mas, como lidar com a ausência nostálgica do console ali na nossa frente? Como jogar, por exemplo, Enduro ou Super Mario World e não ter ali na frente o negro console da Atari ou o tijolão cinza da Nintendo?

E por que não agora, depois de "velho", começar a realizar os sonhos de infância? O Macagnan começou a vasculhar os sites de compra atrás de sonhos de consumo há muito adormecidos e um belo dia enche-se de coragem e lá vem um Atari, o "sequelado" (que até a data desta postagem ainda não está concluído). Nesse intervalo veio o presente do amigo Ivanor: um Master System plenamente funcional e muito bem conservado para sua idade:

Este ainda tem a entrada para um adaptador de óculos 3D ou para jogos em cartão e ainda um conector de expansão escondido dentro da carcaça.

Para este o Macagnan ainda não adquiriu nenhum cartucho mas foi possível testar por vir com o jogo Alex Kidd In Miracle World na memória. Posteriormente o Macagnan adquiriu um controle "genélico né, balatinho balatinho?" para não deixar o console órfão:

De cima para baixo: joystick genérico, adaptador de RF, cabos de RF e AV e fonte de alimentação
Enquanto não adquiria o controle, o Macagnan usava o controle arcade feito em casa:

Dos bons para jogar "Decathlon"!

Nesse meio tempo surgiu um outro velho desejo que despertou o interesse do Macagnan: um Pense Bem da Tec Toy

Hum! Isso é interessante...
 A história desse brinquedo tá aqui nesta postagem.

Mas a vontade de ter um Atari não passava e o "sequelado" ainda na UTI. Daí apareceu um "Dart Vader" a um preço justo e funcionando! Não deu para evitar!

Habemus Atari!
 E este herdou também os cartuchos do "sequelado" e também veio com um adaptador de RF:

Sim, há dois cartuchos Freeway mas o da Polyvox está com problemas
Depois desse veio um Super Nintendo Baby, que o irmão do Macagnan pôs à venda:

Pequeno mas não faz feio ao irmão maior
E junto, os acessórios e um cartucho tradicional, consagrado e bem valorizado:

Alguém aí conhece o Mário?
Depois desse o Macagnan achava que aquela vontade antiga ia sossegar . E sossegou... por um tempo. Um dia, o Macagnan estava num brechó, passando só para ver o que tinha de bom e vê isso:

Um Dynavision Radical!
A história desse console tá no meio desta postagem, não é justo repetir aqui a história toda. Depois de muita pesquisa, os acessórios: fonte, cartucho, controle e cabo AV

E que comece a jogatina!
E a última aquisição do Macagnan (por enquanto) foi um Mega Drive I japonês que surgiu por um preço tentador e que tirou o sossego do Macagnan por alguns dias:

Bonito né?
Este veio ainda com a caixa e isopor originais:

Não contava com isso mas tá valendo!

E os acessórios: fonte de alimentação, cabo AV feito em casa, controle original SEGA três botões, na foto aberto para limpeza e inspeção

Hum! Acessórios!

E como não poderia faltar, alguns cartuchos para testar o console:

Agora sim!

E o Macagnan ainda tá de olho em outro "velho": anda pensando em um Phantom System, da Gradiente e um Genius da Estrela, mas, quem sabe?

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!
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