terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nostalgite ou mal de infância não curado?

Hehehe... Tá demorado pra sair postagens nesse blog... Assunto teria mas tempo que é bom...

Bom, chega de choramingar senão lá se vai mais tempo, hehehe... Bora colocar as novidades em dia.

O Atari "sequelado" vai indo, na medida do possível. Depois da tragédia da dessoldagem de um soquete "made in casa" ficaram duas questões técnicas: como refazer as ligações do soquete do cartucho e como fixá-lo de forma a prevenir novas trincas ou quebras da placa mãe do Atari? Placas mãe de Atari virgens não se encontram com facilidade por aí para realizar um transplante de peças, nem as máscaras para fazer em casa (pelo menos o Macagnan não encontrou nada na internet). E descartar esse equipamento nem pensar! Um belo dia o Macagnan, inspirado pela postagem do Victor Trucco sobre o emulador de cartuchos para Odyssey, teve uma ideia ao ver a foto da Etapa 10: por que não soldar o soquete do Atari em um recorte de placa de circuito impresso universal por baixo da placa original do Atari e soldar os fios de "ponte" nas trilhas adjacentes aos pinos do soquete? Isso deixaria o soquete firme e reforçaria a placa na região em que sofreu quebra. Decidido isto, foi só cortar um pedaço de placa suficiente para realizar a operação, parafusar o guia do cartucho no soquete, posicionar o soquete na placa mãe e, com paciência, colocar o recorte de placa universal nos pinos por trás da placa mãe do Atari e soldar todos os 24 pinos do soquete. Mas o conjunto todo ainda ficou bambo, "dançando" de lado. Não teve jeito; o Macagnan apelou para o "Durepóxi" para fixar aquilo tudo e dar firmeza. A parte fácil acabou aí (e o Macagnan esqueceu de tirar algumas fotos). Agora começava a parte que mais paciência iria exigir: seguir as trilhas dos 24 pinos e fazer "pontes" com pedaços de fio. Moleza! É só seguir as trilhas a partir dos pinos e fazer as pontes no primeiro ponto de conexão disponível. Tá, mas com o recorte soldado sobre a placa mãe, como saber qual trilha começa onde?

Eita p0&&@, agora ferrou tudo!
O jeito foi apelar para o site AtariAge, onde se encontra farto material sobre o Atari 2600. Lá o Macagnan conseguiu o esquema do Atari 2600A que era o mais parecido com o 2600S fabricado com algumas supressões pela Polyvox. A partir deste esquema o jeito foi rastrear e reconstituir cada uma das 24 vias. No fim a brincadeira acabou ficando assim:

Assim ficou depois de algumas horas. Aquele par trançado embaixo à esquerda alimenta um led indicador de ligado.

Close da "cirurgia de reconstituição e fortalecimento das fraturas" rsrsrs...

Depois, hora de partir para os testes. Depois de um curto-circuito resolvido, voltou à vida. Apenas um cartucho apresentou comportamento estranho: um cartucho do jogo "Freeway" apresentou comportamento errático: ao começar a jogar, o controle do jogador 01 não respondia e o jogo travava depois de alguns segundos. Já o controle do jogador 02 funcionava bem mas travava depois de alguns segundos. Foi descartada a possibilidade de problemas com os controles, já que os dois funcionaram em outros cartuchos. O Arnaldo do canal Mundo 4K sugeriu algum problema oculto em alguma trilha aparentemente inteira mas o Macagnan não conseguiu localizar. Vai ficar para uma outra hora essa investigação, provavelmente com outro cartucho para afastar a possibilidade de problema neste.

Mas a paixão pelo velho falou mais alto uma certa vez que o Macagnan, sentindo-se incomodado, resolveu visitar um brechó numa cidade vizinha. Conversou um tempo com o proprietário e eis que do fundo da loja aparece um Dynavision esquecido por lá:

E lá vamos nós de novo!

O Macagnan interessou-se e quis saber mais sobre aquele simpático velhinho, quer dizer, videogame aparentemente em bom estado. O dono do estabelecimento comentou que não possuía os demais acessórios, somente o console e não sabia se funcionava ou não. Fechado o negócio por um valor simbólico já que não havia a certeza de funcionamento, lá foi o Macagnan contente com o seu novo brinquedo velho para casa. E em casa, como testar? Bom, via de regra esses videogames mais antigos funcionam com uma fonte de 9 volts e dentro deles um regulador de tensão da família 7805 que reduz estes 9 volts a 5 volts estabilizados. A fonte de 9 volts que o Macagnan tinha não pôde ser usada porque o conector não servia. Putz, isso foi um balde de água. Mas o Macagnan não desistiu. Precisava de 9 volts? Pra que fonte se se tem isso:

9 volts ao seu dispor, senhor!

Sim, baterias de 9 volts, as mesmas utilizadas no projeto do Jogo da Velha! Procurando na sucata, o Macagnan achou um cabo de energia com um plugue que serviu no Dynavision. Foi só acertar a polaridade e o led do videogame acendeu. Sucesso! O Macagnan correu para pegar um cabo de áudio e vídeo de um DVD Player velho e ligou numa TV. De novo ligou a bateria no cabo de energia, ligou a TV (óbvio) e o videogame. Uma tela preta apareceu no lugar da tela azul da TV. Decepcionante? Não, pois estava sem o cartucho para mostrar alguma imagem mas pelo menos estava mandando sinal de vídeo. Bom, agora o jeito é procurar uma fonte de 9 volts por pelo menos 380 miliamperes que é a especificação da fonte original. Depois de pesquisar na internet e lojas físicas, o jeito que o Macagnan encontrou foi o de adquirir uma fonte dessas de roteadores que fornecem 9 volts e 01 ampere e trocar o cabo já que o plug não era compatível. No fim ficou assim:

O Macagnan só trocou o cabo da fonte...

E o controle? É, aí é que tá... Foi aí que o Macagnan descobriu porque tem tanto desse videogame sendo vendido a preços baixos por aí: é que, além do controle original dele são poucos os controles compatíveis. Depois de muito procurar e pechinchar, o Macagnan conseguiu este pelo Mercado Livre a um preço bom:


Habemus controle!

Está aí, em bom estado de conservação. Agora só falta um cartucho para testar e começar a jogatina.

Bom, pessoal; por hoje é só! Até a próxima!

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