quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Volta o cão arrependido...

"Volta o cão arrependido / Com suas orelhas tão fartas / Com seu osso roído / E com o rabo entre as patas"...

É... depois de um tempo sumido, sem um PC, uma mudança rápida, sem internet por um tempo, volta o Macagnan arrependido, com... ops melhor parar aqui... (andei assistindo muito ao Chaves).

Agora, depois de um tempo, consegui arrumar um "fusquinha" pra andar na internet. Esse  PC tava parado na casa de um amigo que me perguntou se eu o queria pois se não o iria descartar. Depois de umas duas ou três noites lidando com o "bichinho" consegui fazer funcionar bem (na medida do possível):


E agora com um PC disponível o Macagnan começou a desencavar as fotos guardadas no celular para voltar a alimentar o blog (espero que ainda haja alguém que dê uma passada para ver se tem muita poeira por aqui). 

Uma das coisas que o Macagnan tinha guardado para quando voltasse a postar era sobre um brinquedinho antigo chamado Pense Bem, lançado no Brasil pela Tec Toy. Inspirado pela postagem do Voyage lá foi o Macagnan fuçar no Mercado Livre atrás de um. Não demorou para aparecer um bem baratinho mas "no estado". Vamos arriscar...

Negócio fechado, dentro de alguns dias chega o "brinquedinho". Aparentemente bem conservado, com o plástico levemente amarelado pelo tempo...




Uma das coisas que chama a atenção é o tamanho dos disquetes que esse brinquedinho usa. É um disquete de um formato não padronizado do qual não se tem muitas informações:



Ahá! Pegadinha do Macagnan! Não existe nenhum disquete para o Pense Bem! É só um "enfeite", um falso drive de disquete. Os programas dele estão, digamos assim, parte embutidos no próprio circuito, parte em livros que os acompanhavam. Tem alguns disponíveis para download no Datassete (antigo Datacassette). E para ver o que a criança estava fazendo? Um monitor? Não, nem saída de vídeo tem, apenas um display de leds alfanumérico atrás de um acrílico vermelho:


Uma olhadinha na parte debaixo trouxe alguns detalhes à vista: a etiqueta do Controle de Qualidade muito bem conservada e outra da Tec Toy com um efeito 3D:


Um jabazinho do "parceiro" fabricante de pilhas:


Afinal são seis pilhas médias que alimentam esse brinquedo:


Pra escapar desse gasto o jeito é apelar para uma fonte de 9 volts e pelo menos 300 miliamperes que tenha um plug P2 mono com o positivo indo na ponta do mesmo:


Bom, como foi anunciado "no estado", vamos abrir para ver como é por dentro. Se voltar a funcionar depois da remontagem, bom também. Se não funcionar, azar. Era "no estado" mesmo...

E lá vamos nós de chave Philips abrir o Pense Bem. Diga-se de passagem que a carcaça plástica é bem resistente mas não convém forçar os parafusos para abrir. O Macagnan foi soltar o primeiro parafuso e encontrou uma certa resistência, depois um "tec". Caramba! Até então nunca tinha sido aberto! Com calma foram soltos os seis parafusos, levantada a tampa inferior e eis que se revela o segredo:


Nada mais do que isso: uma placa de circuito impresso, alguns fios saindo dela e as membranas do teclado. Melhor irmos por partes. Vejamos como se conecta o teclado à placa:


As vias (linhas em preto) entram em contato direto com as trilhas da placa e por cima da membrana do teclado é parafusada uma peça plástica responsável por manter estas conexões sob pressão para evitar mau contato. Vamos ver como é construído o teclado deste brinquedo:


A parte superior é uma espécie de "grade" que delimita a área das teclas. Logo abaixo uma folha de plástico estampada com as "teclas":


E abaixo de tudo isto, as membranas de contato:


Vamos olhar para dentro? E lá foi o Macagnan com a câmera fotográfica registrar a "intimidade" deste brinquedinho:


Este é o conector da fonte de alimentação onde vai encaixado o pino P2 mono. Na carcaça, nada de alto-falantes convencionais, somente uma cápsula piezoelétrica funcionando no lugar:


Resta agora vermos o resto: uma placa de circuito impresso que abriga os componentes  principais:


"Só isso, Macagnan?" Dirão os leitores. É, apenas isso, mais a placa dos displays e fios dos acessórios (cápsula piezoelétrica, porta-pilhas). O "coração" do brinquedo é esse integrado aí:


Segundo o site Datasheets 360 este é um microcontrolador Z80 de 8 bits, clock de 8 MHz e 2 kbytes de rom. E para mostrar o resultado das respostas, un display de leds vermelho:


E finalizando a montagem, a peça de acrílico vermelha que irá "quebrar" o excesso de luz gerado pelo display:


E o resto é "perfumaria". Agora vamos fechar e torcer para que funcione. Mas como testar se não temos uma fonte? O jeito é improvisar:



Aqui foi adaptado um plug P2 estéreo (os mesmos que nos fones de ouvido) num cabinho paralelo que foi soldado no plug e no terminal da bateria, terminal este feito com a própria bateria descarregada e uma bateria de 9 volts (pelo menos daria sinal de vida...). Para surpresa do Macagnan, o brinquedo ligou e funcionou direitinho. Ufa, sinal de que nada saiu errado na remontagem.

Para quem ficou curioso em saber como se monta um terminal para baterias de 9 volts a partir de baterias descarregadas, assista este vídeo:


Bom, pessoal; por hoje é só! Até a próxima!

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