quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Volta o cão arrependido...

"Volta o cão arrependido / Com suas orelhas tão fartas / Com seu osso roído / E com o rabo entre as patas"...

É... depois de um tempo sumido, sem um PC, uma mudança rápida, sem internet por um tempo, volta o Macagnan arrependido, com... ops melhor parar aqui... (andei assistindo muito ao Chaves).

Agora, depois de um tempo, consegui arrumar um "fusquinha" pra andar na internet. Esse  PC tava parado na casa de um amigo que me perguntou se eu o queria pois se não o iria descartar. Depois de umas duas ou três noites lidando com o "bichinho" consegui fazer funcionar bem (na medida do possível):


E agora com um PC disponível o Macagnan começou a desencavar as fotos guardadas no celular para voltar a alimentar o blog (espero que ainda haja alguém que dê uma passada para ver se tem muita poeira por aqui). 

Uma das coisas que o Macagnan tinha guardado para quando voltasse a postar era sobre um brinquedinho antigo chamado Pense Bem, lançado no Brasil pela Tec Toy. Inspirado pela postagem do Voyage lá foi o Macagnan fuçar no Mercado Livre atrás de um. Não demorou para aparecer um bem baratinho mas "no estado". Vamos arriscar...

Negócio fechado, dentro de alguns dias chega o "brinquedinho". Aparentemente bem conservado, com o plástico levemente amarelado pelo tempo...




Uma das coisas que chama a atenção é o tamanho dos disquetes que esse brinquedinho usa. É um disquete de um formato não padronizado do qual não se tem muitas informações:



Ahá! Pegadinha do Macagnan! Não existe nenhum disquete para o Pense Bem! É só um "enfeite", um falso drive de disquete. Os programas dele estão, digamos assim, parte embutidos no próprio circuito, parte em livros que os acompanhavam. Tem alguns disponíveis para download no Datassete (antigo Datacassette). E para ver o que a criança estava fazendo? Um monitor? Não, nem saída de vídeo tem, apenas um display de leds alfanumérico atrás de um acrílico vermelho:


Uma olhadinha na parte debaixo trouxe alguns detalhes à vista: a etiqueta do Controle de Qualidade muito bem conservada e outra da Tec Toy com um efeito 3D:


Um jabazinho do "parceiro" fabricante de pilhas:


Afinal são seis pilhas médias que alimentam esse brinquedo:


Pra escapar desse gasto o jeito é apelar para uma fonte de 9 volts e pelo menos 300 miliamperes que tenha um plug P2 mono com o positivo indo na ponta do mesmo:


Bom, como foi anunciado "no estado", vamos abrir para ver como é por dentro. Se voltar a funcionar depois da remontagem, bom também. Se não funcionar, azar. Era "no estado" mesmo...

E lá vamos nós de chave Philips abrir o Pense Bem. Diga-se de passagem que a carcaça plástica é bem resistente mas não convém forçar os parafusos para abrir. O Macagnan foi soltar o primeiro parafuso e encontrou uma certa resistência, depois um "tec". Caramba! Até então nunca tinha sido aberto! Com calma foram soltos os seis parafusos, levantada a tampa inferior e eis que se revela o segredo:


Nada mais do que isso: uma placa de circuito impresso, alguns fios saindo dela e as membranas do teclado. Melhor irmos por partes. Vejamos como se conecta o teclado à placa:


As vias (linhas em preto) entram em contato direto com as trilhas da placa e por cima da membrana do teclado é parafusada uma peça plástica responsável por manter estas conexões sob pressão para evitar mau contato. Vamos ver como é construído o teclado deste brinquedo:


A parte superior é uma espécie de "grade" que delimita a área das teclas. Logo abaixo uma folha de plástico estampada com as "teclas":


E abaixo de tudo isto, as membranas de contato:


Vamos olhar para dentro? E lá foi o Macagnan com a câmera fotográfica registrar a "intimidade" deste brinquedinho:


Este é o conector da fonte de alimentação onde vai encaixado o pino P2 mono. Na carcaça, nada de alto-falantes convencionais, somente uma cápsula piezoelétrica funcionando no lugar:


Resta agora vermos o resto: uma placa de circuito impresso que abriga os componentes  principais:


"Só isso, Macagnan?" Dirão os leitores. É, apenas isso, mais a placa dos displays e fios dos acessórios (cápsula piezoelétrica, porta-pilhas). O "coração" do brinquedo é esse integrado aí:


Segundo o site Datasheets 360 este é um microcontrolador Z80 de 8 bits, clock de 8 MHz e 2 kbytes de rom. E para mostrar o resultado das respostas, un display de leds vermelho:


E finalizando a montagem, a peça de acrílico vermelha que irá "quebrar" o excesso de luz gerado pelo display:


E o resto é "perfumaria". Agora vamos fechar e torcer para que funcione. Mas como testar se não temos uma fonte? O jeito é improvisar:



Aqui foi adaptado um plug P2 estéreo (os mesmos que nos fones de ouvido) num cabinho paralelo que foi soldado no plug e no terminal da bateria, terminal este feito com a própria bateria descarregada e uma bateria de 9 volts (pelo menos daria sinal de vida...). Para surpresa do Macagnan, o brinquedo ligou e funcionou direitinho. Ufa, sinal de que nada saiu errado na remontagem.

Para quem ficou curioso em saber como se monta um terminal para baterias de 9 volts a partir de baterias descarregadas, assista este vídeo:


Bom, pessoal; por hoje é só! Até a próxima!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mais uma adaptação no Atari 2600

Bem, como foi dito na postagem anterior, vem aí mais uma adaptação do Macagnan: Conector DB9 para ligar os joysticks originais do Atari ou os joysticks arcades caseiros. Sabe-se que o Atari 2600S produzido pela Polyvox não possui estes conectores, sendo os fios dos controles conectados internamente à placa mãe.


 Os fios passam por um furo na parte frontal do console e são fixados através de um conector próprio na placa mãe do Atari. O Macagnan pensou: por que não adaptar esses conectores no corpo do Atari 2600S de forma a poder conectar um joystick caso os originais dessem problema? Depois de muito pensar, matutar e pesquisar na internet, o Macagnan acabou achando uma fotografia de um videogame um pouquinho mais antigo que o Atari: o Odissey, da Philips, com as entradas de joystick na frente, foto devidamente "chupinhada" do site Tabajara Labs, do Alexandre:


Créditos da foto: http://www.tabalabs.com.br/
E então o Macagnan decidiu fazer o mesmo no Atari. Mas por que não instalar esses conectores na parte traseira do console?

Primeiro, a parte traseira vai ficar um pouco congestionada com algumas modificações internas e talvez fique complicado ajeitar tudo em um lugar só. Segundo, o que fazer com os buracos na parte da frente, onde entravam os cabos do controle? Bom, o jeito era um só, disfarçar os buracos com a instalação dos conectores ali. Fica fora do padrão da Atari? Sim, fica mas pelo menos é mais fácil conectar os controles e o espaço interno não ficaria tão desproporcionalmente ocupado. Bom, vamos preparar os materiais que precisamos...

Primeiro precisamos dos cabos dos controles, que o Macagnan esqueceu de fotografar. Vamos precisar também de dois conectores DB9 macho (aquele com os pinos):


Observe que dentro do conector temos a numeração dos pinos. Isto será importante quando iremos soldar os fios dos cabos do controle.

O cabo do controle do Atari Polyvox 2600S interno tem as seguintes cores: preto, marrom, verde, azul, branco, laranja. São as cores padrão do Atari 2600. Olhando em uma placa do controle do Atari, a correspondência das cores ficou assim:

Fio preto: terra ou negativo
Fio marrom: direita
Fio verde: esquerda
Fio azul: baixo
Fio branco: cima
Fio laranja: botão

Fiação de um controle Atari
 Para quem vai ligar estes fios no conector DB9 macho (com os pininhos) a sequência é esta:

Pino 1: fio branco (cima)
Pino 2: fio azul (baixo)
Pino 3: fio marrom (direita)
Pino 4: fio verde (esquerda)
Pino 5: não conectado a nenhum fio
Pino 6: fio laranja (botão)
Pino 7: não conectado a nenhum fio
Pino 8: fio preto (terra, comum ou negativo)
Pino 9: não conectado a nenhum fio



Se a direita e esquerda estiverem funcionando trocadas, basta inverter os fios marrom e verde.

Uma dica do Macagnan para facilitar a soldagem é: antes de soldar os fios no conector DB9, derreta um pouquinho de solda nos terminais que serão usados:

Terminais dos pinos 1, 2, 3 e 4 prontos para solda. Embaixo, também prontos, os pinos 6 e 8.
Lembram da numeração dos pinos dentro do conector? É aqui que ela se torna útil.
Seguindo as cores, o Macagnan conseguiu fazer o levantamento dos pinos de J1 e J5 onde vão os cabos dos controles do Atari Polyvox 2600S. São assim:

Não ficou muito boa a foto mas dá pra ter noção de onde ficam os J's


Da esquerda para a direita:

 __    __
o o o o o o
4 6 2 3 5 1


Pino 4 - negativo - fio preto
Pino 6 - direita - fio marrom
Pino 2 - esquerda - fio verde
Pino 3 - baixo - fio azul
Pino 5 - cima - fio branco
Pino 1 - botão - fio laranja

Depois de soldados os fios no conector DB9, convém isolá-los para evitar acidentes. Como o Macagnan não tinha outra coisa disponível, o jeito foi usar fita isolante mesmo. Depois de prontos, os cabos ficaram iguais a este:


Agora é só instalá-los na frente do Atari mas isto é matéria para outra postagem. Ah, o Macagnan ia esquecendo de dizer que os cabos deverão ser cortados no tamanho necessário e deixado uma "sobra" generosa para que não dê problemas na hora de instalar os conectores.

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um caipira mentiroso? não...

É, e neste ano de 2015 teve novamente Festival da Mentira em Nova Bréscia. E o Macagnan resolveu também entrar na brincadeira, afinal de contas este festival acontece a cada dois anos caso não ocorra algum imprevisto.

Nesta edição, aconteceu a substituição do símbolo tradicional do festival (uma porca dentro da abóbora) por motivos de divergência quanto ao direito de uso da imagem, mas esta é uma história muito longa. Procurando na internet o Macagnan encontrou um texto que resume um pouco da história do Festival da Mentira e reproduz aqui algumas partes para que você possa entender um pouco do que é este evento:
"O Festival da Mentira teve o seu inicio em uma brincadeira de amigos. No dia 14 de maio de 1982, numa sexta-feira à noite,um grupo de amigos, reunidos na Sociedade Recreativa e Cultural Tiradentes para um jantar onde, após este, o grupo ficou curtindo um divertido bate-papo com muitas risadas, piadas e mentiras, o que é muito comum em uma roda de amigos um atochar o outro com uma mentira, GILBERTO LASTE, conhecido como CATRACA, deu a sugestão de realizar um FESTIVAL DA MENTIRA. As pessoas que estavam presentes neste jantar gostaram da idéia e alguns já se dispuseram a ajudar. O Festival ficou marcado para o dia 22 de maio de 1982, apenas oito dias após o encontro que deu origem à idéia. A SRCT (Sociedade Recreativa e Cultural Tiradentes) gostou e aprovou a realização do Festival, onde mais tarde patenteou o evento. Na época o presidente da sociedade era Dalton José Nichel e a comissão organizadora do festival foi composta por: Celto Dalla Vecchia, Ângelo Mezacasa (Colombim), José Querino Dalpian e Gilberto Laste (Catraca). Apesar do pequeno espaço de tempo entre o surgimento e a realização do primeiro Festival, este foi amplamente divulgado. No dia 18 de maio de 1982, terça-feira,saíram de Nova Bréscia, Gilberto Laste (Catraca), Ângelo Mezacasa (Colombim), na época Vereador, e Celto Dalla Vecchia, com destino à capital - Porto Alegre, onde visitaram os meios de comunicação para a divulgação do evento. Em todos os locais em que passaram receberam muito apoio o que garantiu o sucesso do Festival. O primeiro Festival foi grandioso embora o pequeno espaço de tempo para a divulgação. Inscreveram-se 20 pessoas para contarem suas mentiras, onde o vencedor foi José Calvi da cidade de Encantado, com a mentira “A FAZENDA DO MEU PAI”. A realização do Primeiro Festival aconteceu no dia 22 de maio de 1982 às 20 h na SRCT. Compareceram aproximadamente 400 pessoas para prestigiarem o evento. A RBS-TV, de Porto Alegre, esteve presente no festival e no domingo, dia 23, o evento foi apresentado para todo o Brasil pela Rede Globo de televisão no programa Fantástico. Para a organização do evento e para a comunidade o 1º FESTIVAL DA MENTIRA superou todas as expectativas, foi um sucesso total. No inicio a comunidade não gostou muito da idéia de um Festival da Mentira, pois mentir era, e ainda é, algo muito feio. A população não queria que o município tivesse fama de cidade dos mentirosos, mas, com o tempo entenderam e aprenderam a responder as provocações usando frases como: “os mentirosos vem de fora”, ou “nunca um bresciense ganhou o 1º lugar no festival”. Com o segundo festival, surge o slogan: “POVO DE VERDADE BRINCA COM A MENTIRA escolhido pela organização do evento. Além do slogan, surgiu também um logotipo que é um porquinho saindo de dentro de uma abóbora, criado por Mairi Scartezini Giovanaz, que venceu um concurso feito com os alunos da escola local no ano de 1983. O logotipo foi inspirado na mentira ganhadora do primeiro Festival da Mentira. O 2º Festival teve mais tempo para a organização e ganhou cartazes e muita divulgação. O evento aconteceu no dia 17 de setembro de 1983 e durante o dia teve atrações variadas e até shows".
  Nesta edição tive o prazer de conhecer pessoalmente depois de alguns anos o cantor, radialista, artista e mentiroso Juvenal Jorge Dal Castel.  Juvenal é um cantor de música do estilo "talian" (músicas em dialeto vêneto, criadas ou inspiradas na saga dos imigrantes italianos que vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida do que na Itália):


O amigo Juvenal devidamente trajado para contar sua mentira à esquerda...


... e o Macagnan também devidamente trajado para contar o seu "causo".

Sim, no Festival da Mentira, o mentiroso tem direito a crachá de identificação e de um a dois dias de fama, digamos assim...


E o Macagnan ganhou autorização para mentir (pelo menos durante o Festival).

O Macagnan resolveu encarnar desta feita o papel de um caipira do interior de São Paulo (o que aliás não foi difícil pois o Macagnan É do interior de São Paulo, portanto caipira...) e contar um "causo"...


Que tal o modelito?


O bigode é de verdade, sim senhor!
Bom, devidamente retratado pela "dona patroa" na Centro Administrativo Municipal, era hora de aguardar a chamada para contar o "causo". No auditório do Centro Administrativo foi instalado um sistema de som e projeção que permitia a qualquer pessoa que ali estivesse assistir aos mentirosos apresentando suas "proezas" para a comissão julgadora. E novamente a "dona patroa" entrou em ação registrando o causo do Macagnan:



Mas, apesar de toda preparação, apesar do figurino caprichado (pra um caipira até que não estava nada mal!) o Macagnan não se classificou para a final. Mas valeu pela diversão, pelo desafio e pela oportunidade de poder conhecer e conversar com pessoas diferentes e com histórias interessantes.

E para quem tem memória boa, o causo que o Macagnan contou já apareceu aqui no Blog, com o nome de "a saideira do Seu Chico", no seu formato original em "caipirês". Para quem tem dificuldade na tradução do caipirês para o português, o Macagnan deixa de saideira o texto já traduzido que serviu de base para o causo, com algumas pequenas modificações:

"Uma vez o Tião apareceu lá no sítio do pai com um tal de violão importado lá da Europa e que tinha um tal de acompanhamento. É claro que nós não acreditamos e demos risada! Onde é que se viu um violão com acompanhamento? Tudo bem nós sermos da roça, mas ignorante nós não somos! O Tião jurava que era verdade e nós ríamos até sair água dos olhos. Aí o Tião embraveceu! Perguntou se nós duvidávamos mesmo que o violão tinha acompanhamento e eu respondi que só acreditava se ouvisse. Então o Tião disse que ia dar a prova. Ajeitou o violão em cima da perna, deu uma riscada nas cordas e nós vimos uma luzinha bem fraquinha iluminando dentro do violão e uma pancadinha na madeira. Aí nós ficamos curiosos. O Tião puxou uma moda de viola e nós ficamos quietos, escutando... e não é que tinha mesmo o tal do acompanhamento? O Tião ia tocando e da caixa do violão se escutava umas batidas no ritmo da moda. Depois que o Tião acabou de tocar, a tal luzinha apagou e pararam as batidas. Daí o Zé Linguiça quis ver se era mesmo verdade ou lorota do Tião e pediu emprestado o violão. No que ele pegou, deu uma chacoalhadinha e disse pro Tião que tinha “um trem meio pesado dentro do instrumento” e o Tião disse que era a tal da maquininha de acompanhamento. O Zé Linguiça riscou uma catira e não é que o excomungado acompanhava mesmo? Até os floreios fazia! Nisso a mãe veio nos chamar para jantar e convidamos o Tião para jantar e depois mostrar o tal violão das Europas para o pai, para a mãe e para as irmãs. Depois da janta, o pai pegou um litro da “branquinha” curtida na imburana e convidou o Tião para mostrar o tal violão. Para encurtar o caso, ficamos até a noite na varanda cantando, conversando e escutando, e como o Tião já estava “manguaçado”, o pai pediu para ele dormir lá em casa ao invés de sair pelo mato de noite. Aí então eu e o Zé Linguiça nos combinamos de descobrir qual era o segredo do violão. Depois que o Tião tinha dormido (nós sabíamos que tinha dormido porque o homem roncava mais que trator subindo barranco), fomos até a sala onde tinha ficado o tal instrumento. O Zé Linguiça acendeu uma lanterninha de pilha e olhamos dentro para ver como era a tal da maquininha. Vocês não vão acreditar no que vimos: a tal da maquininha era um sapo que, quando se começava a tocar o violão, punha a língua para fora com um vagalume preso para iluminar o escuro dentro do violão e batia as patas na madeira para fazer o acompanhamento! Vocês acreditam nisso? Eu só acreditei porque vi senão também achava que era mentira".
 Bom, pessoal; por hoje é só! Até a próxima!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Mais uns passos adiante no Atari

Enquanto o Brasil passa por um momento de crise econômica, política e moral neste início de 2015, o Macagnan aproveitou para dar mais uma "tocada" no projeto de reforma do Atari. Algumas modernizações não ficariam nada mal além de liberar espaço na caixa onde todos os materiais estão guardados. Uma das coisas que o Macagnan tinha em mente era a troca das chaves H-H originais que já estavam sentindo a ação do tempo para chaves de tecla, mais modernas e confortáveis de se acionar. Começamos pela chave liga-desliga:


Sai a antiga H-H e entra uma de tecla (falta um pinguinho de cola dos lados para fixá-la bem; o Macagnan teve que aumentar o tamanho do buraco da chave original para acomodar a nova). Nesse momento o Macagnan usou um multímetro para ver de que lado a chave ficava desligada com a tecla para baixo e a fixou na posição correta, refazendo as soldas nos terminais do transformador:


Depois foi a vez das chaves de seleção de dificuldade e canais. Essas chaves ficam soldadas à placa mãe do Atari e estavam se desmanchando. E lá vai o Macagnan outra vez cortar aos poucos o plástico da carcaça para encaixar as chaves novas.


Falando sério, não parecem originais? Por que será que a Atari não pensou em usar esse tipo de chave no projeto original?

 Estas chaves são de três polos por duas posições e serão ligadas por meio de fios à placa mãe em substituição às chaves H-H originais:


Já que o Macagnan estava com a mão na massa, quer dizer, na placa; criou coragem e dessoldou o slot de cartuchos que apresentava problema de mau contato, com ideia de limpar e reapertar cada um dos 24 contatos. Porém alguns dos contatos se quebraram próximo ao plástico do conector, sem chance de recuperação. Bem, o Macagnan tá procurando até a data dessa postagem onde comprar este conector. Assim ficou a placa:


Sim, aquela coisa na ponta do cabo de antena, saindo do modulador de RF é um adaptador de 300 ohms para 75 ohms, popularmente conhecido como "cachimbo". O Macagnan não se animou (ainda) a fazer um "mod" de vídeo como no site do Victor Trucco. Então vai ficar assim por enquanto... Vamos olhar mais perto a placa:


Isso aí foi um problemão: algum INFELIZ literalmente tentou fazer um "implante de cartucho" no pobre Atari e a placa mãe lascou-se e quebrou, rompendo várias trilhas na parte de baixo. Aí o jeito foi algum técnico fazer várias "pontes" para trazer o pobre Atari à vida novamente. Veja só o que virou depois da retirada do conector:


É, ressoldar isso vai ser complicado, mas dá-se um jeito... Agora fica tudo na espera do conector. Enquanto isso, vão ser trocados os capacitores eletrolíticos da placa que devem estar sentindo o peso da idade e outras coisas mais. Na próxima postagem vamos ver outra adaptação que será feita neste Atari.

Bom, pessoal; por hoje é só! Até a próxima!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Botão de arcade ou fliperama, passo a passo

Bom, como tinha prometido em uma postagem anterior, se os leitores deste blog pedissem, o Macagnan faria um passo-a-passo da desmontagem e montagem do botão arcade. Como não havia pauta para fevereiro, o Macagnan fez assim mesmo e apresenta a partir de agora como desmontar e remontar um botão arcade:

O botão arcade ou de fliperama usado neste passo-a-passo é um de acrílico da Eletromatic com um microswitch da Vabsco:


O Macagnan comprou alguns destes, usados, pelo Mercado Livre. Provavelmente este deve ter vindo de alguma máquina caça-níqueis desmontada, a julgar pela inscrição no botão:


Apesar de usados, os mesmos estão em bom estado, necessitando apenas de uma boa desmontagem e limpeza. Para iniciar a desmontagem devemos retirar o microswitch. Este vem encaixado em dois suportes na parte inferior do botão, essas duas "pernas" na foto. Do outro lado há um anteparo que mantém o microswitch pressionado contra os suportes:


A forma mais fácil de retirar o microswitch é liberando-o primeiro do suporte mais alto. Isso é feito afastando-se com cuidado o suporte do microswitch com a unha ou alguma lâmina que se encaixe entre os dois e girando-o para que se afaste do suporte e ficando assim liberado para a retirada do outro suporte menor:


Retirado o microswitch podemos então ver os dois suportes com os pinos guias (à direita na foto), o anteparo (à esquerda na foto), os braços do acionador do microswitch passando pelo corpo do botão, de acrílico em cor escura.


Passando à desmontagem do botão em si, precisamos liberar a parte de acrílico para termos acesso ao mecanismo interno. Pressionamos os braços do acionador para dentro de modo que fiquem alinhados com os furos no corpo do botão e pressionamos em seguida para dentro do corpo do botão:


A parte interna do botão não tem muita coisa interessante. Apenas o corpo em si, os furos para os braços do acionador do microswitch e um círculo em alto relevo para servir de guia para encaixar a mola interna que veremos a seguir:


A parte que saiu depois que pressionamos os braços do acionador tem essa aparência:


Desmontando esta parte em peças temos a mola interna:


Também o guia para a mola interna:


E finalmente o acionador completo do microswitch:


Como vimos no início da postagem, o botão tinha uma inscrição na parte interna do acionador: "APOSTA MÁXIMA". Parecia ser algo complicado de se fazer mas o segredo está aí:


A inscrição é na verdade um círculo de papel do tamanho do guia da mola interna com o texto ou figura que se quer que apareça no botão. O círculo de papel deve ser do tamanho exato do guia e vai assentado na parte superior. Se for difícil de manter o papel no lugar, vale colocar um pinguinho de cola.





Depois de pronta esta etapa, vamos posicionar o guia e o papel dentro do corpo do acionador. Já neste momento deve-se tomar cuidado com o alinhamento do guia para que, quando prendermos o botão onde formos usá-lo, a marcação do botão fique na posição correta.


Posicionamos este conjunto de cabeça para baixo e posicionamos a mola interna em sua posição:


Colocamos este conjunto no corpo do botão, tentando alinhar os braços do acionador para que saiam pelos furos no corpo. Caso não acerte de primeira, tente girar o acionador para os lados até acertar os furos.


Após a parte mecânica do botão estar remontada, resta encaixar novamente o microswitch nos pinos guias dos suportes. Desta vez devemos começar pelo suporte menor. O microswitch tem furos diferenciados para o encaixe correto nos suportes:


Feito isto, você desmontou e remontou com sucesso um botão de arcade ou fliperama. Simples, não?

Bom, pessoal; por hoje é só! Até a próxima!
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