domingo, 28 de julho de 2013

Imagens do inverno 2013

De vez em quando o Macagnan dá uma de fotógrafo e sai registrando coisas de um ângulo... inusitado. Daí basta um celular pra sair isso aí em baixo:

Véu gelado...

Decoração natural e fria!

Belezas ocultas

Promessa de vida que resiste.

Tênue manto branco envolvendo a cidade

Resistir, ainda que seja a solução mais dolorosa

Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Corrigir ou tapar o sol com a peneira?

Essa não deu pra deixar escapar. Faz tempo que o Macagnan pensava nisso e sempre esquecia de publicar algo a respeito. Mas, depois de ver a notícia na RBS TV, afiliada à Rede Globo, noticiar que "Edital para instalação de 45 pardais em estradas gaúchas será concluído na próxima semana" não deu para evitar.

"Pardal" é o nome popular dado aos dispositivos instalados em vias com o fim de inibir o excesso de velocidade e registrar, através de fotografias, a identificação do veículo que excedeu a velocidade máxima permitida para aquela via para posterior penalização através de multa e/ou demais penas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 218.

Que o brasileiro é apaixonado por carro todos sabem. Que digam, por exemplo, os proprietários de veículos antigos que não se desfazem deles por nada neste mundo. Partindo disso, podemos dividir o brasileiro em dois grupos: os apaixonados por carros CONSCIENTES, que conhecem e respeitam os limites e a vida do outro. O outro grupo é o dos apaixonados por carro IRRESPONSÁVEIS, que são exatamente o contrário do primeiro grupo. Onde o Macagnan quer chegar? Simples: por causa do segundo grupo, todos acabam sendo prejudicados. E a primeira consequência é... é... é... adivinhem: a nossa amiga (da onça) MULTA!

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, no seu artigo 320 diz: 
Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.
       Parágrafo único. O percentual de cinco por cento do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito.
 Agora, a questão que não quer calar na mente do Macagnan é: será que realmente o brasileiro é um desrespeitador crônico dos limites, ou será que tem  uma "cortina de fumaça na frente da verdadeira história"?

Por que motivo será que os veículos saem das fábricas com a velocidade máxima cada vez mais alta? Por que motivos temos no Brasil automóveis que podem chegar facilmente a velocidades muito acima dos 100, 110 Km/h, que é a média de velocidade máxima permitida no Brasil, salvo exceções. Será que há algum erro nas linhas de montagem dos automóveis nacionais (e olhe que o Macagnan não está falando de carros importados!)? De acordo com essa linha de pensamento, o brasileiro seria vítima de automóveis incompatíveis com o nosso trânsito? E o que dizer então das autobahns alemãs? Seriam verdadeiras "estradas assassinas'?

Fotografia de uma "autobahn" em um final de semana. Este link levará para uma página em inglês com mais informações.
Neste mesmo site encontramos a seguinte informação:

Despite the prevailing high speeds, the accident, injury and death rates on the Autobahn are remarkably low. The Autobahn carries about a third of all Germany's traffic, but injury accidents on the Autobahn account for only 6% of such accidents nationwide and less than 12% of all traffic fatalities were the result of Autobahn crashes (2004).
 Traduzindo:
 Apesar das altas velocidades em vigor, as taxas de acidentes, lesões e mortes no Autobahn são notavelmente baixo. O Autobahn transporta cerca de um terço do tráfego de toda a Alemanha, mas acidentes com feridos na Autobahn representam apenas 6% dos acidentes desse tipo em todo o país e menos de 12% de todas as mortes no trânsito foram resultado de acidentes no Autobahn (2004).
 Bom, então não são os automóveis o problema. Aí o Macagnan ficou pensativo: se o problema não é com os veículos, será que os problemas não são com as estradas? Será que, ao invés de os automóveis modernos serem inadequados ao trânsito atual, não serão as nossas estradas OBSOLETAS e esquecidas no tempo, inadequadas à tecnologia atual?

E o Macagnan foi mais longe: Será que toda essa repressão através de multas, campanhas educativas e atos similares não seriam, na verdade, uma "cortina de fumaça" para encobrir o descaso, a obsolescência e a falta de interesse em se investir não só na conservação mas também na melhoria e atualização das estradas brasileiras? Claro, pois investir em melhorias ou construir uma estrada tecnologicamente adequada requer investimentos, gastos e consequente redução do lucro. É mais rentável penalizar financeiramente quem exceder os limites de uma tecnologia que não acompanhou a evolução do que oferecer condições (ou seja, gastar...) para que o trânsito seja tão seguro e confortável quanto são anunciados os veículos modernos.

É, caros leitores brasileiros... Enquanto acontecem Carnavais, Copas, Olimpíadas, BBBs, novas novelas na TV, coisas acontecem fora do nosso conhecimento... E não digam que isso é culpa do partido X, Y ou Z, posto que todos eles se utilizam do mesmo artifício para confundir o eleitor: acusam seus opositores de não terem feito o que eles próprios tiveram chance de fazer quando estiveram no poder.

Esta postagem não tem a intenção de defender ou atacar nada ou ninguém. O propósito mesmo é o de provocar você, caro leitor, a pensar de forma diferente, tentar ver o outro lado das coisas, desconfiar das histórias muito bem contadas que ouvimos por aí.

Bom, por hoje é só! Até a próxima!

PS.: Não esqueçam o cinto de segurança quando forem dirigir ou quando estiverem "de carona".
Álcool e direção costuma dar uma coisa que começa com "M" e termina com "...erda".

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