quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pra fechar 2013

Bom, 2013 tá no fim e o Macagnan não sabia o que postar. Época de Natal, grana curtíssima, trabalho sobrando e alimentar o Blog que é bom, nada!

Inicialmente, obrigado aos seguidores deste blog pois sem eles o Blog do Macagnan não faria sentido em existir. Obrigado também aos leitores ocasionais. Sejam sempre bem-vindos a este Blog. Também aos amigos, familiares, colegas de trabalho, animais de estimação. A todos, boas festas e Feliz 2014!

Mas como Natal não é Natal sem árvore natalina, o Macagnan pergunta a vocês: como será sua árvore natalina? Tradicional ou ousado, comprada ou artesanal? Dúvidas? Sem inspiração? o Macagnan traz algumas sugestões digamos "diferentes" para se inspirar:


 Prá quem tá "na lona" que tal uma árvore de cabides? Rápida, fácil e diferente...

Para os "retrôs" de plantão, uma árvore no estilo Atari, com as imagens do Pac-Man na decoração. Cadê o controle Atari pra brincar um pouco?

Ou quem sabe essa, armada com muitas garrafas de cerveja na frente de uma das empresas da fábrica Heineken.

Que tal uma árvore de Natal que é uma tentação, cheia de pirulitos?

Uma árvore digamos, tropical, condizente com o clima brasileiro... 

Mas, se a misturança for grande e causar algum problema, não se preocupe: use esta última moda em árvore e sejam felizes.

Bom, pessoal, por hoje é só! Feliz Natal e até a próxima!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mais um pouco de nostalgia...

É, pra não deixar novembro passar em branco, o Macagnan resolveu descarregar umas fotos que tinha no celular feitas em uma visita ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. Eram equipamentos que fizeram parte da história daquele órgão. Junto com esses diversas máquinas de escrever mecânicas e elétricas, apontadores de mesa, calculadoras de mesa, documentos e cópias de reportagens em jornais antigos sobre o Tribunal de Contas. E como o Macagnan não perde a chance de registrar algo raro ou diferente, vamos às fotos:

Este é um gravador de rolo marca Akai modelo 1721W, adquirido em 27 de dezembro de 1973 segundo a etiqueta na foto. Este utilizava uma fita idêntica às usadas nas fitas cassette porém mais largas e enroladas em carretéis.



Essa CPU possivelmente era um servidor rodando o sistema Unix (precursor do Linux). Comparado com os computadores de hoje, este apresenta uma configuração muito modesta, conforme ficha fotografada.

Para quem não acreditava que eles existiram, está aí na foto para quem quiser ver (o Macagnan viu pessoalmente): um disquete de oito polegadas. É aquele disquete no envelope vermelho, fabricado pela BASF. O disquete de envelope azul é um de 5 1/4" que foi "aposentado" quando o disquete de 3 1/2" se popularizou.





Este é, conforme a etiqueta, um "fichário rotativo eletro-mecânico", ou seja, como se fosse bandejas dentro de um gabinete que são mostradas ou recolhidas através do giro de um motor. Para selecionar qual bandeja deve ser mostrada, há um painel com botões numerados que fazem a seleção da bandeja desejada.

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Filosofadas de outubro

Era pra ser somente uma "zapeada" pela net, nem lembro mais o que estava procurando mas "caí de paraquedas" no blog "Eu vi o mundo" e dei de cara com essa frase de Heráclito:

Devidamente "chupinhada" de http://euviomundo.blogspot.com.br
Heráclito, segundo a Wikipedia, foi um filósofo grego cuja linha filosófica alegava que "tudo flui", acreditava na "alternância entre contrários"; assim como o que está quente se esfria, depois do inverno vem o verão... Heráclito acreditava que o próprio ritmo da vida era dinâmico por natureza, onde os opostos não eram duas partes independentes mas manifestações opostas do mesmo fenômeno. O próprio Heráclito explicou isso de uma forma simples quando disse: "Tudo flui como um rio". Tanto as águas calmas quanto as corredeiras são manifestações opostas da mesma água do rio e não porções distintas e separadas entre si.

Transpondo isso para a nossa vida diária, encontramos conceito semelhante no Budismo de Nitiren Daishonin, o conceito de Dez Estados de Vida e sua possessão mútua. Vamos explicar melhor:

Os tais dos Dez Estados de vida (a saber: Inferno, Fome, Animalidade, Ira, Tranquilidade, Alegria, Erudição, Absorção, Bodhisattva e Buda) são o nosso "estado de espírito" em um determinado momento, ou seja, estamos alegres, tranquilos, incomodados, com maus pensamentos, aprendemos com as experiências de outras pessoas e por aí vai... Sabe-se que nosso estado de espírito é influenciado grandemente pelo ambiente em que estamos inseridos e que, de acordo com outro conceito budista (Inseparabilidade da vida e seu ambiente), ao mesmo tempo influenciamos e somos influenciados por esse ambiente positiva ou negativamente. Isso nos leva a concluir que não há estado de vida fixo e imutável, pois ninguém é eternamente alegre ou triste.

Aí o leitor deste blog deve estar se perguntando: "Que raio de estados são esses? Animalidade, Erudição?" Vamos a uma explicação breve sobre cada um deles. (Apertando a tecla SAP em 3...2...1...já)

  1. Estado de Inferno: Estado de vida em que a pessoa literalmente é "perseguida" pelo sofrimento, não tem esperança de melhorar, não consegue tomar nenhuma atitude para mudar sua vida, não tem como aliviar seu sofrimento.
  2. Estado de Fome: Estado de vida em que a pessoa deseja ter tudo o que quer mas mesmo depois de alcançado, não fica satisfeita e quer mais e mais  e mais, perdendo o próprio controle sobre seus desejos.
  3. Estado de Animalidade: Estado de vida em que a pessoa age de forma irracional, instintiva, por impulso, sem medir as consequências de seus atos. Ou como se diz popularmente, "bate e volta" sem pensar.
  4. Estado de Ira: Estado de vida em que uma pessoa tem consciência dos seus atos, diferentemente do Estado de Animalidade, porém é guiada pelo egoísmo, ambição e não se importam em "puxar o tapete" das outras pessoas desde que estejam "por cima ".
  5. Estado de Tranquilidade: Estado de vida em que a pessoa consegue "manter as coisas sob controle", interage com o ambiente com sabedoria. É um estado de vida não muito estável e que pode ser abalado por qualquer coisa que ocorra e que afete a pessoa, podendo cair para os estados inferiores (inferno, fome, animalidade, ira).
  6. Estado de Alegria: Estado de vida em que a pessoa sente-se satisfeita por alcançar o que desejou ou solucionar os problemas que a atormentavam. Também é um estado de vida não muito estável, pois também  pode ser abalado por mudanças inesperadas, fazendo a pessoa cair para os estados de vida anteriormente citados.
  7. Estado de Erudição: Estado de vida em que a pessoa se permite aprender com a experiência e sabedoria de outras pessoas e assim avaliar a si mesma, buscando melhorar e crescer como pessoa, criando hábitos e atitudes saudáveis e corretas.
  8. Estado de Absorção: Estado de vida em que a pessoa literalmente "aprende observando" as manifestações em seu ambiente.
  9. Estado de Bodhisattva: Estado de vida em que a pessoa, além de buscar sua felicidade, preocupa-se em como fazer para que outras pessoas possam descobrir como serem felizes. Algo como ir à frente abrindo um caminho e ao mesmo tempo guiando outras pessoas para que não se percam.
  10. Estado de Buda: Estado em que uma pessoa tem ciência das causas e seus efeitos consequentes, sabedoria  para entender a sua própria vida, desejo incessante de que as pessoas possam também compreender a origem de seus sofrimentos e assim serem libertas destes.
Os Dez Estados de Vida, como foi dito anteriormente, não são fixos e imutáveis. Podemos estar felizes e algo recebermos uma notícia inesperada que nos faça cair em estado de Inferno, por exemplo. A filosofia de Heráclito  vem de encontro a isto, à alternância dos opostos. Da mesma forma que o rio possui águas ora calmas, ora agitadas mas são a mesma água que forma o rio, podemos concluir que a água calma possui a água agitada em sua essência assim como o inverso é verdadeiro pois são a mesma água. Da mesma forma o Budismo Nitiren traz o conceito de "Possessão mútua dos Dez Estados de Vida". Explicando melhor, por exemplo: um rio terá uma tendência maior a ter águas calmas, o que não impede de este mesmo rio vir a ter trechos de águas agitadas, voltando a seguir a ser um rio calmo. Sob o ponto de vista budista, as pessoas tem um "Estado de Vida predominante" que o caracteriza (por isso existem pessoas mais tranquilas, mais observadoras, traiçoeiras, egoístas...). Dentro deste estado de vida predominante, nada impede (visto que já sabemos que os Dez Estados de Vida não são fixos e imutáveis) que uma pessoa alegre possa vir a ter grandes sofrimentos (estado de Inferno), se receber ajuda para conseguir sair deste sofrimento poderá se sentir aliviado e feliz por ter saído da situação de sofrimento (estado de Alegria) e ao ver a situação "sob controle" poderá se sentir mais calma (estado de tranquilidade).

E quanto à frase de Heráclito: "Nenhum homem pode atravessar o mesmo rio duas vezes, porque já nem o homem nem o rio são os mesmos", caímos no conceito da inseparabilidade da vida e seu ambiente pois ao atravessar o rio pela segunda vez, o homem já não será mais o mesmo pois já interagiu anteriormente com o rio (o atravessou, conhece o trajeto da travessia anterior...) nem o rio será mais o mesmo pois já recebeu anteriormente aquele homem em seu leito, já molhou seus pés anteriormente...

Bom, pessoal! Por hoje é só! Até a próxima.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Reflexões pontuais chegou!

O Macagnan e a esposa receberam um presentão do criador do blog Macagnan : o livro "Reflexões Pontuais", autografado e com dedicatória:


Para quem não conhece o autor, clique aqui para ver seu perfil no Blogger.

"Reflexões pontuais", publicado pela Editora Scortecci é, segundo o autor: "...uma coletânea de textos direcionados às pessoas que têm como lema de vida ser um pouco melhor a cada dia". Com 112 páginas de leitura agradável e linguajar de fácil entendimento, é um livro que pode ser lido do início ao fim sem ser repetitivo ou cansativo, ou ser "degustado" aos poucos, saboreando-se o prazer da leitura construtiva.

A ideia do livro surgiu, segundo o autor na página de apresentação do livro, do "...objetivo de atender a pedidos de grande parte dos meus leitores, que pretende juntar em 'arquivo único' os textos que leram e gostaram". Em sua maioria, os textos foram publicados no decorrer dos anos no Jornal de Nova Bréscia, jornal este que circula na cidade natal do autor.

E o que há demais neste livro? Não é mais um livro a falar e expor o óbvio e escancarado, aquilo que está na nossa frente e debaixo dos nossos narizes e que a mídia se encarrega de desviar nossa atenção? Sim e não...

"Reflexões pontuais" traz uma abordagem crítica e lúcida de temas variados que afetam nossa sociedade, com o diferencial de que o autor sugere soluções para os "problemas' apresentados e estimula o leitor a exercitar seu raciocínio instigando-o a pensar sobre as soluções apresentadas.

O livro está disponível para venda diretamente com o autor através de seu blog pessoal. Também está disponível para venda nas livrarias Martins Fontes e Asabeça, nos links abaixo:

Asabeça: http://www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=6510&friurl=_-REFLEXOES-PONTUAIS

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Relíquias familiares: Philips EL-3302


Já faz três anos que o pai do Macagnan deixou esta existência (vide postagem "Luto"). Isto foi só metade da motivação desta postagem. A outra metade foi uma postagem no site "Crashcomputer" que completou a inspiração. E como forma de homenagem, o Macagnan passa a apresentar (na medida do possível) algumas coisas que fizeram parte da vida do pai. Então senta que o Macagnan vai contar uma história:

Um belo dia, passando pela página do Crashcomputer, o Macagnan encontra uma postagem falando sobre o gravador cassete Philips EL-3302. E eis que o Macagnan teve uma lembrança:

O lendário Philips EL-3302
Este gravador está há anos na família do Macagnan. Segundo o falecido contava, o primeiro proprietário deste foi um tio do Macagnan com o qual gravava aulas da faculdade para posteriormente recordar o conteúdo das mesmas. Posteriormente o pai do Macagnan adquiriu este exemplar, o qual entreteve por muitas e muitas vezes o Macagnan (que ainda usava fraldas) tocando fitas cassete Basf ouvindo as músicas de "A patotinha", músicas italianas, sertanejas antigas, um pouco de disco dance (afinal era a década de 70)...

A também lendária fita cassete Basf "laranjinha"
Após o falecimento do segundo dono, este gravador ficou sob a responsabilidade do Macagnan, devidamente guardado junto com outras relíquias que aparecerão por aqui. Vamos conhecer como funciona o gravador Philips EL-3302:

Comandos e compartimento da fita cassete
Esta é a frente do Philips EL-3302. Da esquerda para a direita: botão de gravação (pequeno, retangular), botão de acionamento (grande, no meio) e um "VU Meter" (medidor analógico). Logo acima, a tampa do compartimento da fita cassete. Para colocar uma fita cassete, levanta-se a parte da frente da tampa (que é basculante), coloca-se com a parte que expõe a fita contida no seu interior voltada para o botão de acionamento, encaixando-se nos pinos guia dentro do compartimento e baixa-se novamente a tampa.

Botões de comando do Philips EL-3302

Mas, como funciona o botão de acionamento, se só existe um para executar várias funções? Da seguinte forma: pressionando-se para a frente (em direção do compartimento da fita), ele aciona o motor que irá tracionar a fita, posiciona o cabeçote de leitura sobre a fita e o rolo pressor (um rolinho de borracha que encosta num pino giratório para manter constante a velocidade de leitura da fita). Puxando o botão de acionamento para trás, desliga-se o motor, recolhe-se o cabeçote de leitura e o rolo pressor, ficando liberada a fita. Para a operação de avanço ou retrocesso da fita pressiona-se o botão de acionamento (em sua posição desligada), para a esquerda (retroceder) ou para a direita (avançar). Lembrando que a leitura da fita ocorre da esquerda para a direita olhando-se na posição da foto acima.

O botão de gravação só funciona quando acionado junto com o botão de acionamento, evitando apagamentos acidentais ou perda de gravação. O  "VU Meter" serve para monitorar o nível da gravação quando era usado o microfone e, se não me engano, para monitorar o nível de gravação da fita cassete (se a gravação não havia sido feita com volume muito alto, distorcendo o som).

Grade protetora do alto-falante do Philips EL-3302

Debaixo desta grade fica um alto-falante pequeno (duas polegadas e meia) embutido, por onde sai o som caso o gravador não esteja ligado a uma caixa de som externa. Esta grade pode ser removida mas não me lembro exatamente por onde; se por fora ou somente por dentro da carcaça. Mais adiante vamos ver as conexões deste gravador.

Interior do compartimento da fita cassete do Philips EL-3302

Esta é a visão do interior do compartimento da fita cassete. Vemos, de cima para baixo, os dois roletes que tracionam a fita, ao centro uma etiqueta refletiva para melhor visualização da quantidade de fita em cada rolo. Abaixo, um parafuso que prende a carcaça plástica ao chassis metálico interno, um rebaixo no plástico para encaixe da fita cassete. Dentro deste rebaixo, os pinos guia para ajudar a fixação da fita cassete, os cabeçotes (de gravação à esquerda e de leitura ao centro) e o rolo pressor à direita. Esta tampa preta entre os cabeçotes e os comandos é removível (desliza-se para o lado, acho que para a esquerda) expondo o sistema de fixação do rolo pressor e os parafusos de regulagem da altura dos cabeçotes (os cabeçotes, principalmente os de leitura, tem um parafuso de  regulagem que modifica o alinhamento da área de leitura do cabeçote em relação à gravação realizada na fita, o que influencia na qualidade do som).


Controles de volume e corretor de tom do Philips EL-3302

Na lateral esquerda encontramos dois "knobs" serrilhados e numerados de 0 a 10. Se não me engano, o da esquerda atua como corretor de graves e agudos e o da direita controla o volume tanto da gravação quanto da reprodução.

Conexões do Philips EL-3302
Ainda à esquerda, próximo ao alto-falante vemos os soquetes para conexões. Da esquerda para a direita: saída para alto-falante externo (monofônico), conector do microfone e conector da fonte de energia (que também servia como controle remoto do microfone quando alimentado por pilhas - desligando-se o microfone, desligava-se o gravador; ligando-se o microfone, reiniciava-se a gravação).


Tampa do compartimento das pilhas do Philips EL-3302
Virando-se o gravador para baixo, vemos mais um parafuso que prende a carcaça plástica e a tampa do compartimento de pilhas. Para abrir, empurra-se para cima (com força pois a mola interna é forte!) a trava e levanta-se a tampa do compartimento. Depois de aberto tem-se a seguinte visão:

Compartimento das pilhas do Philips EL-3302 aberto

Dentro do compartimento vemos espaço para cinco pilhas tamanho médio (tamanho "C") divididas em três fileiras (duas em baixo, duas em cima e uma próxima ao motor) bem ilustradas no plástico protetor. À direita, o motor envolvido por uma "caixa" metálica e também coberto pelo plástico.

Compartimento das pilhas do Philips EL-3302 sem o plástico protetor

Retirando-se o plástico protetor podemos observar melhor as "tiras" de metal que servem de contatos para as pilhas, o motor encerrado numa "caixa" metálica que funciona como blindagem contra interferências, mais um parafuso, parte do alto-falante e a etiqueta do fabricante.

Etiqueta de identificação do Philips EL-3302

Esta etiqueta informa o modelo e sua variante (no caso Modelo EL 3302 variante 00G), tensão de alimentação (7,5 volts e o número de série. Os demais espaços estão em branco ou já não possuem mais a escrita.

Fonte de alimentação do Philips EL-3302

Este gravador que o Macagnan guarda com todo carinho veio com a fonte de alimentação Philips modelo 7004, com dois conectores para a saída de baixa tensão e um plugue comum para a conexão à rede elétrica. O plugue na foto não é o original (o original é de plástico injetado) pois ocorreu o rompimento do cabo próximo ao plugue original.

Conectores da fonte de alimentação do Philips EL-3302

Esta fonte possui dois conectores: um padronizado para o EL-3022 (conector grande de cinco pinos) e um outro menor com uma capa protetora retrátil, ligados em paralelo.

Seletor de voltagens da fonte Philips 7004

Debaixo da fonte encontramos um sistema inusitado para a seleção das tensões de entrada e saída: duas chaves rotativas. A vermelha seleciona a tensão de entrada: 110 ou 220 volts, corrente alternada. A chave verde seleciona a tensão de saída (6 volts, 7,5 volts ou 9 volts). Neste caso a fonte está configurada para tensão de entrada de 220 volts e tensão de saída  de 7,5 volts (tensão que o Philips EL-3302 requer para funcionar).

Microfone Philips EL-3797

O Philips EL-3302 possui um microfone eletrodinâmico (EL-3797), externo, para captura de sons. Este modelo, de corpo retangular, vinha com um clip para prendê-lo à gola da camisa (alguém lembrou do Sílvio Santos?) e um pedestal para uso sobre uma mesa.

Conectores do microfone Philips EL-3797

Estes são os dois conectores do microfone que vão ligados (um ou dois conforme o gravador esteja sendo alimentado por fonte ou pilhas) aos respectivos soquetes. O conector à esquerda, de cinco pinos, vai ligado ao primeiro soquete à direita, onde também conecta-se o conector da fonte de alimentação caso não se esteja usando pilhas. O conector de três pinos vai ligado ao soquete central, por onde entram os sinais elétricos correspondentes aos sons captados pelo microfone.

Close dos conectores do microfone Philips EL-3797

Para que não haja confusão entre os conectores existe uma capa colorida identificando a qual soquete vai conectado. Veja novamente a foto "Conexões do Philips EL-3302" acima e observe um ponto colorido à esquerda e acima de cada soquete.

Capa e chave do Philips EL-3797

Nesta foto (tremida, por sinal) aparece a capa protetora da cápsula (em cinza) e a chave (em vermelho) que ativa e desativa o microfone e, se alimentado por pilhas, também a alimentação do gravados. Quando o microfone está ativo, o botão vermelho está para baixo e aparece dentro do "buraco" do botão um triângulo vermelho. Quando o microfone é desligado, o botão vermelho está para cima e o triângulo vermelho desaparece. A cápsula é protegida por uma grade plástica preta encaixada na capa protetora cinza.

Clip do Philips EL-3797

Este é o clip para prender o microfone na gola de uma camisa, em aço inox e incorporado à carcaça do microfone.

Pedestal do Philips EL-3797

Este é o pedestal do microfone, possivelmente de baquelite, encaixado em ranhuras laterais existentes no corpo do microfone para uso sobre uma superfície plana.

Philips EL-3797

O conjunto todo, montado tem a aparência da foto acima. Na internet pode-se encontrar fotos do mesmo microfone com corpo cilíndrico, também produzidos pela Philips.

Conector para alto-falante externo do Philips EL-3302

O gravador Philips EL-3302 tem um conector para alto-falante externo diferente dos padrões encontrados na maioria dos equipamentos. Constitui-se de um pino redondo e de um pino chato montados num mesmo corpo.

Close do conector

Este conector está bem usado mas funciona! Este vai encaixado no soquete à esquerda, na lateral esquerda do gravador.

Cabo adaptador para P2 mono

Este conector da foto acima provavelmente não era fabricado pela Philips e o Macagnan não tem certeza mas desconfia que servia para ligar algum aparelho sonoro com saída compatível com pino P2 mono na entrada de microfone do gravador (um cabo para captura de áudio?).

Pesquisando na internet, o Macagnan encontrou algumas curiosidades a respeito do Philips EL-3302:
  • O VU Meter indicava o nível de carga das pilhas quando alimentado por estas,
  • Alguns modelos, ao invés de terem os fios do alto-falante soldados na placa de circuito impresso, tinham os fios ligados a tiras de metal que faziam contato com a placa, evitando a dessoldagem do alto-falante para manutenção,
  • Todos os transístores usados em seu circuito (geralmente dez) eram de germânio, e seu código iniciava-se com a letra "A",
  • Haviam pouquíssimos parafusos para prender as carcaças plásticas no chassis (três ou quatro).

E como não poderia faltar, aí vão alguns links para quem quiser saber mais:

 Fechando esta postagem, links para alguns vídeos!


Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 28 de julho de 2013

Imagens do inverno 2013

De vez em quando o Macagnan dá uma de fotógrafo e sai registrando coisas de um ângulo... inusitado. Daí basta um celular pra sair isso aí em baixo:

Véu gelado...

Decoração natural e fria!

Belezas ocultas

Promessa de vida que resiste.

Tênue manto branco envolvendo a cidade

Resistir, ainda que seja a solução mais dolorosa

Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Corrigir ou tapar o sol com a peneira?

Essa não deu pra deixar escapar. Faz tempo que o Macagnan pensava nisso e sempre esquecia de publicar algo a respeito. Mas, depois de ver a notícia na RBS TV, afiliada à Rede Globo, noticiar que "Edital para instalação de 45 pardais em estradas gaúchas será concluído na próxima semana" não deu para evitar.

"Pardal" é o nome popular dado aos dispositivos instalados em vias com o fim de inibir o excesso de velocidade e registrar, através de fotografias, a identificação do veículo que excedeu a velocidade máxima permitida para aquela via para posterior penalização através de multa e/ou demais penas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 218.

Que o brasileiro é apaixonado por carro todos sabem. Que digam, por exemplo, os proprietários de veículos antigos que não se desfazem deles por nada neste mundo. Partindo disso, podemos dividir o brasileiro em dois grupos: os apaixonados por carros CONSCIENTES, que conhecem e respeitam os limites e a vida do outro. O outro grupo é o dos apaixonados por carro IRRESPONSÁVEIS, que são exatamente o contrário do primeiro grupo. Onde o Macagnan quer chegar? Simples: por causa do segundo grupo, todos acabam sendo prejudicados. E a primeira consequência é... é... é... adivinhem: a nossa amiga (da onça) MULTA!

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, no seu artigo 320 diz: 
Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.
       Parágrafo único. O percentual de cinco por cento do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito.
 Agora, a questão que não quer calar na mente do Macagnan é: será que realmente o brasileiro é um desrespeitador crônico dos limites, ou será que tem  uma "cortina de fumaça na frente da verdadeira história"?

Por que motivo será que os veículos saem das fábricas com a velocidade máxima cada vez mais alta? Por que motivos temos no Brasil automóveis que podem chegar facilmente a velocidades muito acima dos 100, 110 Km/h, que é a média de velocidade máxima permitida no Brasil, salvo exceções. Será que há algum erro nas linhas de montagem dos automóveis nacionais (e olhe que o Macagnan não está falando de carros importados!)? De acordo com essa linha de pensamento, o brasileiro seria vítima de automóveis incompatíveis com o nosso trânsito? E o que dizer então das autobahns alemãs? Seriam verdadeiras "estradas assassinas'?

Fotografia de uma "autobahn" em um final de semana. Este link levará para uma página em inglês com mais informações.
Neste mesmo site encontramos a seguinte informação:

Despite the prevailing high speeds, the accident, injury and death rates on the Autobahn are remarkably low. The Autobahn carries about a third of all Germany's traffic, but injury accidents on the Autobahn account for only 6% of such accidents nationwide and less than 12% of all traffic fatalities were the result of Autobahn crashes (2004).
 Traduzindo:
 Apesar das altas velocidades em vigor, as taxas de acidentes, lesões e mortes no Autobahn são notavelmente baixo. O Autobahn transporta cerca de um terço do tráfego de toda a Alemanha, mas acidentes com feridos na Autobahn representam apenas 6% dos acidentes desse tipo em todo o país e menos de 12% de todas as mortes no trânsito foram resultado de acidentes no Autobahn (2004).
 Bom, então não são os automóveis o problema. Aí o Macagnan ficou pensativo: se o problema não é com os veículos, será que os problemas não são com as estradas? Será que, ao invés de os automóveis modernos serem inadequados ao trânsito atual, não serão as nossas estradas OBSOLETAS e esquecidas no tempo, inadequadas à tecnologia atual?

E o Macagnan foi mais longe: Será que toda essa repressão através de multas, campanhas educativas e atos similares não seriam, na verdade, uma "cortina de fumaça" para encobrir o descaso, a obsolescência e a falta de interesse em se investir não só na conservação mas também na melhoria e atualização das estradas brasileiras? Claro, pois investir em melhorias ou construir uma estrada tecnologicamente adequada requer investimentos, gastos e consequente redução do lucro. É mais rentável penalizar financeiramente quem exceder os limites de uma tecnologia que não acompanhou a evolução do que oferecer condições (ou seja, gastar...) para que o trânsito seja tão seguro e confortável quanto são anunciados os veículos modernos.

É, caros leitores brasileiros... Enquanto acontecem Carnavais, Copas, Olimpíadas, BBBs, novas novelas na TV, coisas acontecem fora do nosso conhecimento... E não digam que isso é culpa do partido X, Y ou Z, posto que todos eles se utilizam do mesmo artifício para confundir o eleitor: acusam seus opositores de não terem feito o que eles próprios tiveram chance de fazer quando estiveram no poder.

Esta postagem não tem a intenção de defender ou atacar nada ou ninguém. O propósito mesmo é o de provocar você, caro leitor, a pensar de forma diferente, tentar ver o outro lado das coisas, desconfiar das histórias muito bem contadas que ouvimos por aí.

Bom, por hoje é só! Até a próxima!

PS.: Não esqueçam o cinto de segurança quando forem dirigir ou quando estiverem "de carona".
Álcool e direção costuma dar uma coisa que começa com "M" e termina com "...erda".

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