segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Atari 2600 Parte 2 - O início da diversão

(A postagem é comprida mas vale a pena. O Macagnan jura que sim)...

No capítu... ops, na postagem anterior, o Atari 2600 ganhou uma sessão de fotos e seus minutos de fama mas, era hora de ver se estava tudo bem com a "saúde" dele. O Macagnan não quis ligá-lo por alguns motivos simples:
  1. Não tinha nenhum cartucho para testá-lo;
  2. Não sabia como estava "por dentro";
  3. Não tinha passado a chave seletora de voltagem para 220 volts.
(Dica do Macagnan: Para evitar "explosões" ou disjuntores desarmados, faça o inverso desta lista. Quando for testar um equipamento desconhecido, resista à vontade de ligar logo para ver se funciona: Primeiro verifique se a voltagem do aparelho é compatível com a que você tem nas tomadas ou se o aparelho é bivolt automático. Na dúvida, peça para um eletricista de confiança. Segundo, faça um bom exame visual do aparelho, olhando se não há partes deformadas, o que sugere aquecimento excessivo e possíveis problemas; olhe se não há componentes ou partes internas do aparelho expostas, verifique se a carcaça do aparelho está íntegra na medida do possível, verifique CUIDADOSAMENTE os cabos de alimentação do aparelho se estão íntegros e isolados adequadamente, não ligue nem permita que liguem o aparelho se os cabos estiverem ressecados e duros, com a capa rasgada ou os fios expostos, fios desencapados ou rasgando-se principalmente nas dobras . Se o plugue que vai à tomada for desmontável, verifique se os fios estão bem conectados, apertados e devidamente afastados dentro do plugue para não causar um curto-circuito. Se puder abrir ou desmontar parcialmente o aparelho, verifique as condições internas dele. Caso existam fios soltos, marcas de água ou partes quebradas ou algo de errado, não vacile e encaminhe a um técnico em eletrônica de sua confiança).

Pode parecer assustador, mas é o que o Macagnan faz. Olha muito bem um aparelho novo, se tem manual, tira uns bons minutos para lê-lo. Acredite, só quem já passou pela situação de ligar um aparelho sem tomar os devidos cuidados e depois sentir aquele cheirinho de queimado e fazer aquela cara de "Ih! Fiz m3R#@..." sabe do que se trata.

Já que não vai ser ligado, vamos olhar como está a "saúde" dos controles, uma das partes mais "massacradas" de qualquer videogame. Um deles está "mole", frouxo e o guarda-pó solto; o outro está "duro", difícil de movimentar e o guarda-pó quase solto. Vamos abrir, não há outro meio...

Lembram que na postagem anterior havia uma foto da parte inferior dos controles?

Parte inferior do controle CX-40 para Atari 2600
No controle da direita tem um buraco escuro no meio da parte inferior. Não tem parafuso nenhum ali, só o ponto de apoio da "torre" ou "alma" do controle (mais adiante o Macagnan vai explicar isso). Ao redor tem uns pontos bem clarinhos: são quatro parafusos "Phillips", que prendem a parte inferior, a placa com os contatos e a tampa do controle onde vai presa a "torre" coberta pelo guarda-pó (não se preocupe, tem foto de tudo isso mais adiante). Vamos desmontar:

Desapertam-se os quatro parafusos Phillips e antes de se retirar o último, segura-se o controle para que não se abra inesperadamente e espalhe seja lá o que estiver dentro...
Com o controle em pé, desencaixa-se a tampa com o auxílio de uma chave de fenda encaixada em uma ranhura entre a tampa e as paredes laterais do controle e eis que se abre a "caixa mágica" do Atari:


De novo a câmera não conseguiu foco, ficou desfocada a imagem mas dá pra ver o interior do controle: uma placa de circuito impresso com cinco contatos metálicos e um chicote elétrico com seis fios coloridos. Na tampa, o botão vermelho característico do controle e os acionadores na base da "torre" (aquela peça branca na foto). Simples e funcional! Reparem que na foto os fios deste modelo de placa estão fixos por conectores do tipo "terminal". Como havia um pouco de poeira dentro que não saiu com um pincel, vamos lavar as partes plásticas. Para isso teremos que soltar os fios da placa, o que é fácil. O problema é montar de volta... Apesar deste modelo de placa ter estampado nos pontos de contato a cor correspondente do fio, o jeito foi prender os fios com uma fita ou etiqueta para não perder a sequência e depois numerar os fios e liberar a placa:


Neste ponto o Macagnan pôde identificar um problema que se fazia sentir neste controle: tinha-se a impressão de que o botão e duas posições do controle não funcionavan. O contato do botão estava preso por um pedaço de fita adesiva, o que sugeria manutenção anterior. Removida a fita, uma boa inspeção visual e o mistério foi resolvido! O contato metálico, devido ao uso constante, começou a rachar e perdeu a "elasticidade". Eis o "danadinho" separado na foto a seguir:

De novo a câmera não ajudou mas o contato é aquele "ser" arredondado ao lado da placa. Ao lado dele, o detalhe das trilhas estampadas na placa. Este contato é mais ou menos assim:

A parte cinzenta possui uma leve curvatura para cima e os pontos em branco são estampados em sentido contrário. Os três pontos externos funcionam como uma "suspensão", não deixando fechar contato indevidamente entre as trilhas da placa. Estes pontos devem estar sobre a mesma trilha (aquela maior, arredondada e externa) na hora de serem remontados. O ponto central facilita o contato com a trilha interna (mais fina e terminada em formato de ponto). Estando neste formato, além de realizar o contato elétrico entre as trilhas, este "ser" funciona como uma "mola", empurrando de volta a "torre" para sua posição central. Pois bem, devido ao uso constante, o metal sofre fadiga (expressão que se emprega quando um metal se rompe devido a solicitação ou esforço repetido), "rasga-se " e deixa de retornar completamente à forma inicial, perdendo grande parte da elasticidade sem perder a capacidade de conduzir corrente. Como não havia nenhum outro contato no momento para substituir este e os outros dois que também estavam rachados, mas ainda possível de serem usados, lá se foi de volta para seu lugar, preso com fita adesiva nova:

Nesta placa, debaixo do botão havia uma mola de aço pequena posicionada. O Macagnan não soube dizer se fazia parte do mecanismo original ou se foi adaptada para fazer o botão voltar ao seu lugar depois de pressionado por conta do contato rachado. Infelizmente a foto ficou muito ruim e não deu para publicá-la... Já no outro controle, a placa (à direita) era diferente:


Era uma placa mais clara, com as trilhas mais "arredondadas" e os fios eram soldados nela e não presos por terminais. Esta estava com poeira grudada na cola do plástico que prende os contatos metálicos e na placa. Os fios foram dessoldados e numerados para depois serem ressoldados na sequência certa. O plástico original foi removido. A placa foi lavada com algodão e álcool para retirar a cola e a poeira grudada. Os contatos foram reposicionados um a um e fixados com papel "contact" transparente. Tudo ia bem até aí... até o "contact" decidir que não queria ficar na placa. Fazer o que... O Macagnan tinha que fazer grudar NA MARRA para não perder a placa. O jeito foi apelar para o ferro de passar e uma toalha velha. "Ensanduichando" a placa entre a toalha e usando um ferro de passar roupas, olhando sempre para não deformar os contatos, o "contact" foi devidamente aquecido e resolveu ficar na placa. Como diria o Macagnan: "Passei o ferro na placa"!

Placa do controle 2 do Atari
Resolvido isso, hora de dar um banho nas partes de plástico e borracha. Primeiro removemos a "torre" do controle de dentro do guarda-pó. Basta puxar com firmeza e jeito que não quebra. Às vezes é necessário dar uma torcida para descolar as duas peças. Na foto, a torre já fora do guarda-pó:



A "torre" ou "alma" é esse miolo branco do controle, que vai por dentro do guarda-pó, essa "sanfona" de borracha que também funciona como uma capa protetora da "torre", evitando a entrada de poeira nas partes internas do controle. Neste caso, o guarda-pó estava se soltando da tampa do controle.



Após um pequeno esforço para separar o guarda-pó da tampa do controle: prontos para a limpeza!



Depois de uma noite de molho em água e detergente, hora de limpar as "dobrinhas", retirar a sujeira que não saiu no molho, secar tudo e:



Todo mundo limpinho, bonitinho, esperando uma solução para o caso dos contatos metálicos para serem remontados. Quem sabe até lá os controles ganham uma melhora no visual com um pouquinho de silicone líquido?

Enquanto isso, o console aguarda pacientemente sua vez de ser "examinado". E os fios, numerados, aguardando a hora de voltarem para dentro dos controles. Mas isso fica para o  próximo capítulo, quer dizer, próxima postagem.




Bom, por hoje é só, pessoal! Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Google+