segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Atari 2600 Parte 1 - A chegada


Depois de uns vinte anos querendo, babando, lembrando, balançando a cabeça diante de emuladores, o Macagnan decidiu: - Vou atrás de um Atari! Meses e meses monitorando o Mercado Livre, babando em cima dos consoles e nada de achar um que estivesse em bom estado e se encaixasse no orçamento. Mas quem espera acha, eis que surge um anúncio: "Atari bem conservado. Atari cara de novo. Aparelho ligando mais com problema: na parte da antena aparece a imagem mas com chuvisco, não deve ser difícil de consertar". Bom, chuvisco na imagem sempre foi característico desse tipo de videogame devido ao tipo de saída de vídeo. Depois de fechar negócio com o vendedor, a ansiedade pela chegada do Atari. Certos dias, chegava a consultar cinco ou seis vezes a página de rastreamento de objetos nacionais dos Correios para ver onde estava e imaginava quando iria chegar. Mas, enfim, ele chegou:


Eis o Atari ali! Depois de anos de espera, enfim, cara a cara com uma verdadeira "lenda" do mundo do entretenimento.


Este é o modelo 2600S, um dos últimos fabricados no Brasil pela Polyvox (representante autorizada Atari). Difere em algumas características do Atari original:
  • Os cabos que ligam os controles ao console são ligados direto na placa mãe  e não através de conectores DB-9,
  • As chaves frontais foram remanejadas, ficando na frente uma para ligar e desligar o console, duas para selecionar e reiniciar o jogo e atrás outras três: uma para selecionar o canal da TV (3 ou 4), duas para definir o nível de dificuldade dos jogadores: fácil ou difícil,
  • Extinção da chave seletora de cores (preto e branco ou colorido),
  • Frente onde vai estampado o logotipo em plástico, incorporada à tampa superior,
  • Fonte de alimentação interna e, pra sorte do Macagnan, bivolt (naturalmente não era automática).

 Esta é a visão por cima do Atari 2600S: em cima à esquerda, a chave H-H liga-desliga, ao centro o conector, slot ou encaixe para cartucho, ao lado o botão "game select" para iniciar o jogo e à direita o botão "game reset" para reiniciar literalmente do zero o jogo.


Esta é a frente onde vai o logotipo e entra o cabo do controle do Atari. No Atari americano, esta frente era de madeira e os controles eram conectados na traseira do console via conector DB-9 fêmea.

Detalhe do conector do cartucho e dos botões "Select" e "Reset".

Detalhe da chave liga-desliga
Repararam que, acima do conector do cartucho está escrito "VIDEO COMPUTER SYSTEM" ? Ora, pombas! Se o Atari é um videogame, o que tem a ver com computador? O site ATARI.COM.BR explica um pouco disso. 

As chaves na traseira do Atari 2600S
Aqui o detalhe das chaves traseiras onde se selecionava os níveis de dificuldade e o canal na TV. A foto ficou fora de foco, é que a câmera não tinha regulagem manual de foco, mas dá pra perceber os retângulos, da esquerda para a direita: nível de dificuldade do jogador 1, nível de dificuldade do jogador 2, canal 3 - 4.


Etiqueta de identificação (pena que a câmera não conseguiu foco), onde se vê o logotipo da Atari e os seguintes dizeres: "VCS 2600 / INDÚSTRIA BRASILEIRA/ produzido na Zona Franca de Manaus". Outra etiqueta com o número de série, e abaixo "Fabricado no Brasil por POLYVOX".





Acima, os tradicionais controles CX-40 do Atari, com seu manete reto e o botão mágico vermelho.

Na próxima postagem vem o início da parte mais... animada da história. Não percam os próximos capítulos, quer dizer, as próximas postagens!

Bom, pessoal; por hoje é só! até a próxima!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sete de Setembro - ainda lembramos o real significado?

Responda rápido: o que se comemora em sete de setembro? Se você respondeu sem piscar "Independência do Brasil", provavelmente deve ter prestado atenção às aulas de História (e não só na professora bonita, hehehe...) ou, como o Macagnan, já assistiu aulas de EMC (Educação Moral e Cívica) e OSPB (Organização Social e Política do Brasil) no ensino fundamental.

Que a história de que o Brasil libertou-se de Portugal com o grito de Independência dado por Dom Pedro I não é bem como contado nos livros da escola todos sabem. Não vou entrar aqui nos detalhes pois tem muito material na Internet e nos livros para quem se interessar. 

O ponto central desta postagem é um questionamento: estamos deixando de ser brasileiros, nos tornando passivos com o que desfigura nossas características, deixando de bradar, heroicamente se necessário, pela defesa da nossa cultura, dos nossos valores e da nossa moral? Vejam por exemplo a constante reclamação das pessoas quanto aos seus representantes políticos. Entra gente nova, sai gente velha e sempre está se ouvindo queixas do tipo: "fulano é corrupto, sicrano roubou, beltrano pintou e bordou"... PERA LÁ! SERÁ QUE ENTÃO TODO MUNDO NÃO PRESTA? Será que o Brasil se tornou uma pátria de corruptos, inescrupulosos e imorais? Ou será que adquirimos MANIA DE RECLAMAR DE TUDO E DE TODOS? Friso aqui a palavra MANIA. É tão fácil criticar, falar que está errado, muitas vezes sem saber realmente do que se está falando, muitas vezes por comodismo (Preguiça de pensar), outras vezes por descrença, ou  até por pura repetição inconsciente (de ouvirmos repetidas vezes algo, acabamos por repetir inconscientemente a mesma coisa). Falar de moral no Brasil tornou-se difícil pois o assunto tornou-se extremamente fragmentado, balizado em experiências pessoais e não em valores comuns. Civismo então, fica difícil explicar em termos de fácil compreensão. E também não cabe aqui a ideia de que o ensino no Brasil é ruim e que a criança não aprende valores na escola. Os valores começam a ser aprendidos em casa, espelhados no exemplo dos pais. Na escola somente se consolidam como valores sociais.

Uma coisa que deixou o Macagnan "P" da vida foi essa imagem abaixo, escaneada de um rótulo de um produto de higiene pessoal produzido no Brasil por uma empresa multinacional:

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Vejam bem, é um produto fabricado aqui no Brasil, bem destacado na última linha em maiúsculas: "INDÚSTRIA BRASILEIRA". Agora, veja a afronta gritante na composição do produto: Além dos componentes estarem grafados em sua nomenclatura técnica, a mesma está em... inglês! Ora, pombas! Eu sou brasileiro e espero que o que eu adquira em meu país esteja em minha língua natal, pois sou consumidor brasileiro e não engenheiro químico americano! E mais: como o consumidor vai saber se algum determinado produto lhe é alérgeno? Sim, pois existem pessoas que são alérgicas a determinados produtos. Com um rótulo desses, que consumidor vai saber? Ou será que estão nos chamando de "burros" com todo o pseudo-glamour de uma língua estrangeira? (Aqui o indignômetro do Macagnan já chega à faixa vermelha...). Onde fica a clareza dos rótulos? Responda quem puder...

Já neste outro rótulo, de uma empresa nacional, veja a diferença:

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Pelo menos aqui o Macagnan entende o que está escrito. Da próxima vez em que for ao mercado, caro leitor, observe os rótulos e tire suas conclusões...

Viram como é difícil ser brasileiro? Ufa! Acho que seria mais fácil se a presidente Dilma Roussef reinserisse como matérias obrigatórias no currículo escolar as matérias EMC e OSPB (vide início da postagem).

Para encerrar, um vídeo no Youtube com uma música da época da Ditadura Militar que o Macagnan ouvia quando era criança (afinal de contas o Macagnan nasceu em 1976) e que representa um Brasil em que todos nós gostaríamos de viver:


Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!
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