domingo, 28 de agosto de 2011

Considerações ácidas (ou nem tanto...)

Tem vezes que ficam algumas coisas entaladas e aquela vontade de falar. Espero que não se sintam aborrecidos com o teor desta postagem, é somente um desabafo do Macagnan. Talvez até haja alguma razão nisso ou não... Julgue por si mesmo...

Tem coisa mais revoltante que a hipocrisia escancarada maquiada de "coisa chique", "é moda" e outros adjetivos belos e enganadores? Sigam um raciocínio simples e superficial:

Muito se fala na qualidade da educação de hoje em dia (2011, para referência, caso esta postagem venha a ser lida anos depois...). Faz-se de tudo, até aprovação automática do aluno. Reclama-se da qualidade do ensino, da insuficiência de verbas, do comportamento anormal e agressivo de alunos em sala de aula. Certo é que a maior parte do comportamento e educação do indivíduo vem de casa. E outra parte, acreditem se quiser, é captada através dos meios de comunicação, que fazem a ponte entre o mundo familiar e o social. Pois bem, vamos analisar o tipo de programação que é campeão de audiência entre a população brasileira (de uma forma geral, fique entendido, ressalvando-se as exceções): Novelas (exibidas em quase todos os canais da TV aberta, que tem maior penetração nos lares), pseudo-reallity shows (BBB, A Fazenda e afins), e programas similares. Diga-me leitor deste blog: o que se vê neste tipo de programação? Falsidade, referências explícitas a sexualidade, cenas não tão próprias para certos horários (não me digam que as crianças de hoje vão para a cama cedo, espere aí...), cinismo, uma realidade tão artificial quanto distante da realidade das pessoas, e tão perfeita que é GRITANTEMENTE orquestrada, planejada e enfeitada com todo glamour possível para que possamos engolí-la docemente sem questionar. Agora, o que esperar de uma pessoa que é fortemente influenciada por este tipo de ideologia?

Como disse uma vez para uma amiga, se o brasileiro parasse de assistir estas M%@#$* e passasse a assistir canais como a TV Cultura, o Canal Futura da Rede Globo, os canais educativos e até as emissoras de TV do Governo (TV Câmara, TV Senado, NBR), certamente a nossa educação seria tão boa quanto a dos países de Primeiro Mundo. Vão dizer que assistir a estes canais é chatice: será que é chatice ou será que essa mesma ideologia rotulou de chatice e cafonice buscar a informação e o discernimento e nos acomodamos, aceitamos o que é massificado e ponto final, transformando-nos em massa de fácil manobra?


O que dizer das músicas que são sucesso atualmente? Veja a letra desta música ("Ai se eu te pego", de Michel Teló, sucesso em meados de 2011). Me desculpem os fãs mas, na opinião do Macagnan isso é um atestado de incapacidade mental: a música se baseia em poucas palavras repetidas à exaustão! Isso é o mesmo que dizer: "Eu não tenho cérebro e só sei cantar meia dúzia de palavras e acho isso legal!". Comparem com essa, só para não fugir do estilo sertanejo (vamos considerar o dito "sertanejo universitário" como uma vertente do sertanejo para fins de comparação): "Olhos de luar" de Christian e Ralf. Isso não quer dizer que o Macagnan seja um retrógrado, é puramente a constatação da diferença feita pela QUALIDADE (até porque muitas vezes rotular alguém de retrógrado pode ser uma tática para desviar a atenção para a falta de conhecimento de quem acusa).


E o que dizer de palavras como Educação Cívica, respeito à Pátria, patriotismo? Talvez pareçam palavras prehistóricas para a geração atual, palavras sem sentido. Também, o que dizer se soldados do Exército de Dom Pedrito, cidade do RS, desrespeitaram um dos mais nobres e sagrados símbolos após a Bandeira Nacional, conforme reportagem do jornal Zero Hora: FILMARAM e hospedaram no site Youtube uma versão funk do Hino Nacional! Justo quem deveria zelar pelo respeito dos símbolos pátrios? Naturalmente que as autoridades superiores trataram de tomar as medidas cabíveis aos soldados "engraçadinhos" mas ficou a péssima impressão que quem deveria respeitar e amar sua pátria, a faz ser motivo de piada e riso. O que dirá do cidadão que fala que é um desrespeito mas por dentro ri da atuação dos infelizes soldados. Onde está o respeito pela Pátria? Em que nível chegou a moral e o civismo? Ah, que saudade das aulas de Educação Moral e Cívica!  Excelentíssima Senhora Presidente Dilma Roussef, por favor, reinclua como disciplina escolar obrigatória a Educação Moral e Cívica antes que nossa Pátria seja objeto de escárnio de seus próprios filhos!

Encerrando este desabafo, um e-mail que recebi e com o qual me identifiquei bastante, do meu amigo Gilmar, com o título de "Educação Moderna". É apenas uma imagem, mas diz tudo o que é preciso:


Para finalizar, uma síntese do desabafo do Macagnan: De que adianta reclamarmos da queda da qualidade da educação de nossos filhos e da geração que vem após nós, se somos nós mesmos que estamos a degradando?

Sem ressentimentos nem ataques tá, pessoal? É só um desabafo. Se você quiser, repasse o link desta postagem para seus amigos e amigas. Quem sabe assim, mudando certos hábitos poderemos melhorar um pouco nossa cidade, nosso Estado e talvez nosso País (com P maiúsculo pois, apesar de tudo de ruim, espúrio e anormal que sai na mídia, ainda tenho orgulho de ser Brasileiro).

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!

3 comentários:

  1. Meu caro Macagnan.
    Às vezes dizem que sou teimoso porque insisto muito na tecla EDUCAÇÃO. Segundo meu entendimento somente uma boa educação poderá abrir os olhos e ajudar na escolha do que realmente é melhor.
    Aliás, a educação é a mestra de tudo. Nenhum país se tornou forte, de "primeiro mundo", sem antes investir pesadamente na educação.
    Por isso, ainda sou daqueles que acham que a educação (mas tem que ser de boa qualidade!), é o começo de tudo. E por isso luto muito por ela.
    Parabéns pelo seu texto;
    Enio

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  2. É Macagnan,
    concordo contigo em gênero, número e grau.
    A cultura cada vez mais empobrecida e a TV aberta uma vergonha total.

    Estamos juntos nessa!

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  3. Bem colocado, Ricardo, para ver a degradação da nossa educação basta olhar ao redor: Como o jovem trata o idoso no onibus, o comportamento numa fila, num estadio, num show ou em qualquer situação onde somos o indiiuo define suas atitudes.

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