quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pesquisas eleitorais... duvidosas?

O Macagnan não acompanha muito o horário eleitoral na TV (todo mundo sempre diz a mesma coisa, critica quem está no poder pelo que não fez sendo que quem critica teve a chance de fazer e não o fez...) nem os debates políticos. Também nunca acreditei nas pesquisas eleitorais divulgadas por um simples fator matemático: a média de entrevistados por município. Quer ver?

Pesquise realizada pelo IBOPE em 29 de setembro de 2010 registrada no TSE sob número 33162/2010 tendo como solicitante a Confederação Nacional das Indústrias (clique aqui e em "Protocolo" digite 33162 depois clique no botão Pesquisar. Na página a seguir clique sobre o número do Protocolo. Na página que se abrirá, quase no rodapé aparece o link Clique Aqui para baixar o detalhamento. Abra a planilha e acompanhe o meu raciocínio). Foram entrevistadas 3.010 pessoas em 191 municípios. Se fizermos uma média, isto equivale a 16 pessoas por município.

16 pessoas por município? Será que um número tão pequeno assim pode representar de forma real a tendência dos eleitores de um município?

Segundo o mesmo acompanhamento de pesquisas, este descreve os complexos métodos usados para a seleção das áreas e da forma da coleta dos dados. Disso resulta um número variável de entrevistas para cada município. Vamos fazer algumas comparações:

Tomemos como exemplo a cidade de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. A tabela nos indica que foram realizadas 14 entrevistas. A população de Ribeirão Preto, de acordo com o site do IBGE (estimativa 2009) é de 563.107 habitantes, o que equivale a aproximadamente 0,003% da população da cidade. Vejamos também a cidade gaúcha de São Leopoldo onde foram realizadas 7 (sete) entrevistas. De acordo com o IBGE (estimativa 2009) a população de São Leopoldo é de 211.663 habitantes, o que nos dá uma percentagem de aproximadamente 0,003% da população.

Tomemos agora por exemplo cidades menores como a de Igarapé, em Minas Gerais, onde foram realizadas 7 (sete) entrevistas. Igarapé possui, de acordo com o IBGE (estimativa 209) 33.773 habitantes, o que nos dá uma percentagem de aproximadamente 0,021% da população do município. Vejamos também a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, onde foram realizadas 7 (sete) entrevistas. Niterói possui, de acordo com o IBGE (estimativa 2009) 479.384 habitantes, o que nos dá uma percentagem de aproximadamente 0,001% da população.

O que o Macagnan questiona é: com essa porcentagem baixíssima em relação ao número de habitantes, será que estas pesquisas tem condições de apontar a real intenção de voto do basileiro? Será que esses números não podem ser manipulados de alguma forma? Depois que o Macagnan passou a fazer estas contas, deixou de acreditar nas pesquisas. E aí entra outra questão: queiram ou não, a divulgação dos resultados de uma pesquisa acaba influenciando de alguma forma a opinião dos eleitores. Caso isso fosse mentira, as pesquisas apontariam sempre o mesmo resultado, não havendo alteração significativa das intenções de voto.

 
Ah, e antes que me esqueça, não esqueçam de levar ao local de votação ou de justificativa, além do Título de Eleitor, um documento oficial com foto (Identidade, Carteira de Trabalho, Passaporte)!

Clique no botão à esquerda (aquele com um triângulo preto) no "player" abaixo da urna para ouvir o barulho da urna eletrônica.

Todos os dados referentes à população das cidades usadas como exemplo setá disponível no site do IBGE CIdades

Prometo que na próxima postagem trago o último "causo" do Seu Chico!

Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 19 de setembro de 2010

De volta, e com o Seu Chico

Pois é, passado um mês desde que aquilo aconteceu, o Macagnan está de volta, entupido ainda mais de coisas pra fazer. Devagar vou dando um jeito nelas...

Mas como dizia Nitiren Daishonin, "o inverno nunca tarda em se tornar primavera", recebi do Professor Expedito uma agradável surpresa: este selo abaixo.


E como é regra, pelo que entendi, tem quatro perguntas a serem respondidas quando do recebimento deste selo. Então vamos lá:

1 - Fazer referência a quem me ofertou o selo:

Blog do Profex


2 - Qual o tipo de chá que mais gosta?

Apesar de ser fã de um café "passado no coador", gosto de um chá mate adoçado na medida certa (nem "melado" nem sem açucar).


3 - Quantas colheres de açúcar costumas colocar?

Realmente não sei pois tenho o péssimo hábito de medir no "olhômetro" a quantidade de açúcar que cai do açucareiro.

4 - Indicar 6 blogs:

Moto Turismo RS
Sempre tem algo acontecendo
Curas e vícios
Blog do Tadashi
Meu caderno de poesias
Believe

Tá feito...

Retomando a vida normal, vamos a mais um "causo" do Seu Chico:

"Teim tamém o causo do trem qui passava ali pertim pertim dondi qui nóis morava. Ói, tinha veiz qui dava gosto di vê o trem passano cos vagão imendado um atrais du otro iguarzim lingüiça pindurada no açôgue: um gomim atrais du otro.
Di manhãzinha era bunito di si vê: u sór num tinha nascido ainda e lá vinha essi treim pelos trio sortano aquela nuvi di fumaça i aquela luizona na frente que chegava a alumiá inté os zóio dos tatu drento das toca. I tamém aquele baruião qui fazia as roda di ferro nus trio quano passava. I num era só treim qui passava ali não, das veiz quano os povo das fazenda ia prá cidade eis todo passava por ali, berano os trio invéis di í pela istrada di terra. Ô, mais cada veiz qu eu me alembro disso mi alembro tamém dum causo triste da Ritinha. A Ritinha era uma cabôcra morena, arta, sempre alegre, môça de famía, sempre andô na linha... Esse foi o már dela: um dia u treim pegô Ritinha.
Uma certa veiz era verão, aquelas noite quente que as cigarra cantava e cantava e cantava, os vagalume vuano tudo cas luiz trasêra acesa, nóis tudo e mais u Bóbrão, u Finim i u Quexada tava sentado na varanda, fumano uns paiêro, oiano as  istrela, coçano u dedão du pé, quano de repenti nóis oiemo pru rumo da istrada du treim i vimo uma luiz forti alumiano us mato, uma fumacêra cumpanhano a luiz i um baruio bafado nu meio du mato. Nóis fiquemo incabulado: num passava treim por lá di noiti! Daí as muié qui tava por ali si assustaro i cumeçaro a rezá. A mãe já puxô pá drendicasa a minha ermâ Jupira e a Mariquinha; as fia do vizim,  a Zefinha i a Mazé correro in frente a image di santo lá da sala i começaro a rezá tudu qui sabia achano que era os tar di disco avuador qui tinha vindo prá pegá nóis. Ieu, o Finim i u Zé Linguiça alevantemo pá tentá vê mió mais num deu pá vê nada. Aí u Finim disse pá nóis: - Vamo vê o que qui é esse trem istranho nos trio essa hora? Aí ieu disse qui ia mais antis ia pegá umas coisa prá mode nóis í apreparado. Entrei in casa i peguei minha ispingarda di cano torcido, qui é pra dá tiro di rôsca, uma garrucha i um oitão di cano cumprido quié prá bala num saí da linha e fumo pro meio do mato. Fumo, mais daquele jeito: cada pio di curuja era um ripio qui cumeçava nu finarzim da ispinha i subia inté no cangóti. Di repenti nóis iscutemo uns passo no meio du mato; nóis paremo i fiquemo quieto só iscuitano i us passo chegano perdinóis. Daí nóis iscutemo um bufo (prá quem num sabi u qui é, bufo é um modo chique di dizê que é um pum)  i intão eu discubri quem era: era u primo du Zé Bulacha i mais dois qui vinha tamém vê aqueli troço istranho nus trio du treim i arresumino um poco, quano nóis cheguemo na bera dos trio nóis já era in vinti treis fora uns otro cinquenta qui já tava lá. I nada daquela coisa parecê, i a luiz chegano cada veiz mais perto, i o baruião bafado aumentano divagazim, divagazim... Quano a luiz cumeçô a dobrá a curva da istrada do trem, deu prá vê a sombra dum troço ispichado qui paricia um chifre, dispois um troço ispichado qui parecia uma oreia, i aí u povo si preparô: era uns ingatiano as arma, otros carregano as cartuchêra, uns quize cos facão na mão i inté umas muié cuns purreti di angico na mão. I aquela sombra creceno, creceno, a luiz cada veiz mais perto, a fumacêra subino i aquele baruio qui já chacuaiava os trio du treim. Quano a tar da coisa virô di veiz a curva, nóis viu u qui qui era: era o Tião, agregado do seu Frorêncio qui vinha vortano da cidade sentado in riba dum carro di boi qui tinha perdido us arco da roda i aí us raio ficava pegano nus trio i nus pau qui sigurava us trio i fazia aquele baruio todo. U Tião vinha fumano um paiêro grosso iguar uma tora di calípio i sortano a fumaça pelo canto da boca, qui aquilo subia qui parecia chaminé di maria-fumaça. A tar da luiz era di dois lampião a querosene "invenenado" pá crariá mais (dispois o Tião mi contô u segredo: ele punha duas nafetalina no querosene i além di alumiá mais, ispantava us musquito)
".
Próxima postagem tem o último "causo" do Seu Chico.

Bom, pessoal. Por hoje é só, até a próxima!
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