quinta-feira, 22 de julho de 2010

Mouse serial mecânico. É velho mas funciona!

Quantas vezes você já ouviu a seguinte frase; "As coisas velhas é que são boas"? Geralmente ela vem impregnada de um saudosismo crônico, quase que irredutível, uma exaltação ao que já é história. Em informática isto é tão verdade quanto a velocidade como a própria informática se moderniza. Veja o pessoal, por exemplo, que diz "Bom mesmo era o MS-DOS que não travava". É verdade que o MS-DOS foi um dos sistemas operacionais mais estáveis da Microsoft(r) mas por outro lado, a única forma de interação com o usuário era através da linha ou "prompt" de comando (o famoso ) onde eram digitados comandos internos ou o nome de programas executáveis. Mouse era um luxo desnecessário, somente alguns programas o utilizavam. Alguns comandos que ainda lembro e sua serventia:

  • CLS - limpava a tela para o usuário
  • DIR - listava o que havia dentro de um diretório (hoje chamado de "Pasta")
  • MD - criava um diretório vazio
  • RD - removia um diretório
  • CD - ia para um diretório existente
  • FORMAT - formatava um disquete ou disco (se usasse a opção /S, após a formatação, os arquivos do sistema eram transferidos para o disco recém formatado)
  • CHKDSK e depois SCANDISK - varria o disco à procura de erros e setores ruins ("bad blocks")
  • UNFORMAT e UNDELETE - dois programas de terceiros usados para recuperar dados deletados ou de discos que haviam sido recém formatados e por aí vai...

Outros diziam que os computadores daquela época é que eram bons pois dificilmente davam problemas. Também, o hardware daquela época era mais simples...

Com o advento e a popularização do Windows 3.X, que na época era apenas uma interface gráfica que era executada sobre o MS-DOS (veja a carinha dele na imagem ao lado e uma réplica, segundo o site WinAjuda, neste link), popularizou-se o uso do mouse como interface de comunicação entre a máquina e o usuário. Na época, os mouses predominantes eram os mecânicos conectados à porta serial (o famoso "mouse serial de bolinha"). Eis uma foto do modelo mais comum (existiam também modelos com dois botões, mais comumente empregados. Scroll, ou seja, aquela roda para rolar páginas acima e abaixo, naquela época, nem pensar!)

Por incrível que pareça, estes são uma exceção ao caso. Estes o Macagnan pode dizer que "são velhos mas são bons"! Já salvaram o Macagnan de muitas situações complicadas. Imagine o seu mouse ótico simplesmente não acender mais a "luzinha" debaixo dele. Não tem-se o que fazer, o jeito é substituir por outro. Imagine outra situação: você encaixou o conector PS2 do seu mouse às pressas atrás da CPU e precisou forçar um pouco para isso. Mas o seu mouse não responde mais, mesmo depois de reiniciar "trocentas" vezes o seu computador (sim, mouse e teclado PS2 necessita de reinicialização da CPU para ser reconhecido, afinal de contas não é Plug and Play). Aí você vai ver o tal plugue e descobre que quebrou um pino do conector (que são mesmo fraquinhos, qualquer forçada a mais entorta ou quebra um deles). Não há muito o que fazer... O jeito é pegar um desses mouses seriais, conectar em uma porta serial, reiniciar (outra vez). Aí é certo que será reconhecido e você está salvo pelo "Véinho"! Hehehe...

Mas se o seu mouse serial parece rodar "quadrado", dando pulos ou indo aos trancos, calma! É possível que esse problema possa ser resolvido sem maiores sustos. Dificilmente será uma questão do mouse estar entrando em conflito com outro item que se utiliza de uma porta serial. Pode ser que exista a necessidade de se procurar um driver específico para seu mouse (nada que uma pesquisa na Internet não resolva). O problema do seu mouse pode ser simplesmente... sujeira!

Para entendermos melhor, vamos ver o interior de um mouse serial mecânico da Multilaser:


Observe que as partes móveis que o constituem são uma esfera de aço revestida de borracha, dois roletes com um disco perfurado ladeado por sensores e um sem disco além dos circuitos eletrônicos. O movimento do mouse sobre uma superfície faz com que a esfera transmita esse movimento para os dois roletes com disco. O conjunto de LED e sensor envia sinais para os circuitos eletrônicos que calculam a quantidade do deslocamento tanto na horizontal quanto na vertical e enviam o resultado destes cálculos para a CPU que se encarrega de comandar a atualização da posição do cursor na tela. Com o passar do tempo, esse movimento de arrasto leva junto consigo poeira, fibras e toda espécie de resíduos que estão sobre a superfície onde passa o mouse e estes acabam ficando depositados nos roletes, criando uma camada compactada de resíduos ao seu redor (Nomenclatura criada pelo Macagnan para esse acúmulo de resíduos: "Tapetinho de sujeira"). Esses resíduos acumulados acabam provocando pequenos "travamentos" da esfera que passa a se mover "aos trancos," consequentemente fazendo com que  o ponteiro do mouse ande "aos saltos" pela tela. Muitos mouses seriais foram descartados quando chegaram a este ponto por pensar-se que estavam "estragados". Mas calma, o Macagnan mostra como resolver este problema e colocar novamente "os velhinhos em forma"!

Vire o seu mouse com os botões para baixo. Você irá observar uma parte da esfera que fica para fora do corpo do mouse segura por um "disco" perfurado no centro que mantém a esfera no seu lugar, conforme a figura abaixo:

Girando-se geralmente este disco em sentido anti-horário (tente para os dois lados, algum deles haverá de girar!) o mesmo deverá se desencaixar do corpo do mouse permitindo que retiremos a esfera. Aproveite para limpá-la com uma esponja e detergente e depoissecá-la bem com um pano. Agora é que vem a parte trabalhosa: com os roletes expostos, como na figura, use um palito de fósforo, uma chave de fenda pequena, enfim algo pequeno  e rígido o suficiente para remover o "Tapetinho de sujeira" dos roletes sem riscá-los, não esquecendo do rolete sem disco (talvez você precise imobilizá-lo com um dedo enquanto remove a sujeira):


Feito isso, basta repor a esfera de volta ao seu lugar, recolocar o disco e girá-lo em sentido contrário ao de abertura e pronto, seu "velhinho" já está em forma de novo!

Agora, pra descontrair, já imaginou que distância o seu mouse percorre durante o uso? Não tem ideia, né? Pois saiba que há como fazer isso de uma forma divertida (já tava pensando em adaptar um odômetro no mouse, né?) via software: xCat Mouse Traveller, disponível para download no site Superdownloads. Basta descompactar o arquivo .ZIP, colocá-lo em uma pasta ou deixá-lo no Desktop e clicar duas vezes sobre o ícone de um mouse. Abrir-se-á uma caixa similar a esta:


A partir daí toda distância percorrida pelo mouse enquanto o programa estiver aberto ou não for clicado o botão "Reset Counter" (Reiniciar Contador) será registrada. O programa pode ser minimizado, ficando próximo ao relógio da barra do menu Iniciar como um ícone no formato de um mouse. Para fechar o programa, o tradicional clique com o botão esquerdo do mouse no botão "X".

Bom, pessoa, por hoje é só! Agradecimentos aos vários sites que forneceram imagens e fotos para esta postagem e até a próxima!

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