sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fones de ouvido: cada um no seu...

Bom, o Macagnan anda numa temporada de "vacas magras" de ideias para postagem... A "situation" tá "black"! Deve ser algo como um bloqueio temporário.
Por absoluta falta de inspiração (e por não ser obrigado a escutar o áudio das novelas da emissora do plim-plim) eis que o Macagnan pega o seu fone velho de guerra (um Philips SBC HL140), pluga no note, joga uma pasta inteira no playlist do Windows Media Player e entra no Blogger. Ei, espere aí, por que não falar a respeito os fones de ouvido?

Fones de ouvido são, em uma definição mais simplória, uma miniatura de alto-falante destinados ao uso pessoal. Existem vários tipos de fones de ouvido, podendo ser classificados pelos materiais e meios de fabricação, pelo modelo, pela sua faixa de frequências e várias outras variáveis. Sempre fui fã de fones de ouvido e, portanto, é com prazer que falo sobre isso.

Basicamente, os fones são formados por uma ou mais cápsulas ligadas a um par de fios cada, através dos quais chegam os sinais elétricos correspondentes aos sons gerados por um aparelho (rádio, toca-fitas, toca-CDs, MP3, MP4, telefones, etc...). Vejamos alguns tipos de cápsulas mais comumente encontradas:
  • Cápsula piezoelétrica: formada por uma lâmina de cristal (natural ou produzida por processos de fabricação diversos), alimentada por um sinal elétrico proveniente de um aparelho sonoro. Ao receber os sinais elétricos, a lâmina sofre várias "deformações" que irão criar ondas sonoras, reproduzindo o som original. É comum encontrarmos transdutores especiais chamados "tweeters" que se utilizam desta tecnologia. Se utilizada de forma contrária, recebendo sinais sonoros e ligada a um aparelho eletrônico capaz de registrar variações do sinal elétrico, ao "deformar-se" pelo impacto das ondas sonoras, transforma-se em um microfone.

  • Cápsula dinâmica: formada por uma estrutura que recebe um imã, geralmente de forma circular, ao seu redor (mas não presa a ele) uma bobina formada por uma grande quantidade de espiras (voltas) de fio de cobre presa a uma superfície de tamanho e composição variável (o diafragma). Ao receber os sinais elétricos, aumenta ou diminui a intensidade do campo magnético que é gerado na bobina e conforme essa variação, a bobina se afasta mais ou menos do ímã fixo. Ao fazer isso, a bobina movimenta com mais ou menos "força" o diafragma, o que cria ondas sonoras iguais ao som original. Da mesma forma que as cápsulas piezoelétricas, quando usadas em conjunto com circuitos eletrônicos adequados, podem ser usadas como microfones. 
Existem outros tipos de cápsulas mas são menos comuns, outras até estão em desuso como por exemplo a cápsula de carvão, praticamente abolida pelo seu alto nível de ruído de fundo.

Quanto aos modelos, os fones classificam-se basicamente em:

  • Auriculares: fones de pequena dimensão, encaixados na entrada do pavilhão auricular (canal do ouvido), encontrados em quase todos os lugares.
  • Intra-auriculares: fones de pequena dimensão, encaixados dentro do pavilhão auricular, possuindo ponteiras de material capaz de isolar boa parte dos ruídos do ambiente.
  • Headset: fones de dimensões maiores, geralmente montados em arcos, ficam sobre as orelhas ou até as cobrem, quando se deseja isolar os ruídos do ambiente. Alguns modelos possuem um microfone de eletreto agregado à sua estrutura.

 Mas o que realmente influenciará na qualidade de um fone de ouvido, na minha opinião, são os seguintes fatores:
  1. Qualidade dos materiais: tente imaginar a qualidade do som gerado por uma cápsula fabricada com materiais "genéricos" como muitos fones "made in China" e o som gerado por uma cápsula fabricada com materiais que foram fruto de pesquisas e experiências em laboratórios.
  2. Diâmetro do diafragma: Um diafragma de maior área terá mais capacidade de reproduzir sons mais graves e por consequência, adicionar mais qualidade sonora e definição do que um diafragma de pequenas dimensões.
  3. A faixa de frequências que as cápsulas que compõe o fone são capazes de reproduzir: Quanto mais próximas das frequências de 20 Hertz e 20.000 Hertz (os limites mínimos e máximos da audição humana), maior fidelidade (a qualidade do som reproduzido será praticamente idêntica ao som original).
  4. Ressonância: Uma cápsula com diafragma de maior área terá a cavidade da orelha para funcionar como uma "caixa acústica", criando uma sensação de "espacialidade" do som, ao contrário das cápsulas com diafragma de menor área que necessitarão de outras formas para criar a mesma sensação.
  5. Isolamento acústico: Não importando o tamanho do diafragma, se houver a passagem do som do ambiente, a percepção do som diminuirá, por mais qualidade que este tenha.
O Macagnan, particularmente, não é fã dos fones auriculares e intra-auriculares. Salvo exceções (fones do tipo profissional), estes tipos possuem diafragma de tamanho reduzido, o que dificultam a reprodução adequada de sons graves e isso acaba acentuando a reprodução de sons mais agudos, podendo levar a irritação auditiva e, em casos de uso prolongado e com volume excessivo, à surdez. Estes tipos de fones podem causar também desconforto nas orelhas se usados por um período prolongado devido ao modo como é fixado. Resta-nos os headsets, que são os modelos preferidos do Macagnan. Nestes modelos, como o diafragma é maior, tem-se uma melhor definição dos sons, principalmente os graves. Neste tipo de fones é que podemos sentir com maior clareza a questão da qualidade dos materiais empregados na fabricação do diafragma. Se puder, não caia na tentação de comprar aquele fone "baratinho", peça para ouvir alguma coisa nele (nem que seja uma estação de rádio) antes de fechar negócio. Muitas vezes o que parece ser um fone de qualidade acaba se tornando uma "bomba" para os ouvidos. Pode parecer propaganda da marca mas o Macagnan tem uma filosofia quanto a fones: preferência disparada pela marca Philips sem desmerecer as demais consagradas e já conhecidas marcas como Pioneer, Behringer, Koss, Shure...

O Macagnan indica, por experiência própria:
Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima e não esqueçam: fone ruim e volume em excesso causam surdez. Comentem, dêem suas opiniões à vontade!

3 comentários:

  1. porque só usou modelos da philips, é uma forma de lavagem cerebral, brincadeira. Um lembrete para os que gostam dos fone auriculares no máximo com certeza dentro de alguns anos terão uma boa perda da audição.

    ResponderExcluir
  2. Olá, gostei deste blog, achei até por acaso, estou tentando montar um radio galena, e antigamente achava-se com facilidades fones de cristal, hoje muito raros, a principal característica é ter alta impedância cerca de 2000 ohms.
    Aproveitando gostaria de saber se alguém sabe de algum fone que eu pudesse utilizar para a radio galena.
    obrigado
    Heracles

    ResponderExcluir
  3. Olá, Abramides.
    Não sei se dá certo mas pensei em usar algum transformador para casar a impedância. Talvez quem possa lhe ajudar seja o Voyage em http://www.pakequis.com.br/

    Boa sorte! e obrigado!

    ResponderExcluir

Google+