sábado, 6 de novembro de 2010

Levando ao pé da letra...

Demorou um pouco mas o Macagnan conseguiu postar algo novo. Ainda sem internet em casa, o jeito é aproveitar onde dá...

Faz tempo que tinha a ideia desta postagem mas agora deu certo. E o assunto da vez é...

Informática, prá variar... Mas não vai ser mais um post extremamente técnico, cheio de detalhes chatos. Desta vez vamos mostrar um pouco do lado humorístico da informática. Partindo do princípio que a maioria dos termos usados hoje em dia são em inglês ou derivados deste, vejam algumas coisas inusitadas:

SCREENSHOT


Do inglês "screen" (tela) e "shot" (disparo, tiro). Bem, ao pé da letra é mais ou menos assim como na foto mas no "informatiquês", screen shot ou screenshot é simplesmente a impressão de uma imagem capturada da tela do computador em um determinado momento. Existem vários programas que são capazes disso, alguns até são grátis (não precisa "comprar" o programa).

WINDOWS(r)


Do inglês "window" (janela). O nome comercial Windows foi registrado pela Microsoft Corp. inicialmente como uma interface gráfica depois tornando-se um sistema operacional amplamente difundido pelo mundo. O Macagnan supõe que era esta a intenção do Bill Gates e sua equipe de programadores: várias "janelas" abertas em uma mesma área visível para quem estivesse usando o computador.

PASTA ZIPADA


Em informática, pasta zipada não se trata de uma pasta com um zíper para fechá-la. Pasta se refere a um ou mais arquivos agrupados por critérios definidos pelo usuário do computador ou pelo programa que a criou. Zipado é um termo que indica que o arquivo foi compactado e teve seu tamanho reduzido em relação ao original. O termo Zipar vem de um compactador muito usado chamado Winzip, o qual criava arquivos compactados com a extensão .zip.

 MOUSE


Dizem que os gatos não aprendem informática por se distraírem constantemente com o "mouse". Piadas a parte, não há problema em segurar um "rato" na mão, porque "mouse" em inglês significa "rato". Quer saber de onde veio a inspiração para o nome? Segure seu mouse pelo cabo (a não ser que você esteja usando mouse sem fio) e note a semelhança com um rato pendurado pelo rabo. Se você não conhece a história do mouse, clique aqui. Ah, ia esquecendo, em Portugal diz-se "rato" mesmo!

FIREWALL


Do inglês "fire"  (fogo) e "wall" (parede), se houvesse um assim como na foto no seu computador, imagine o estrago! O firewall é um programa de computador que tem por função controlar o acesso ao seu computador por outros computadores, evitando assim (através da criação de regras para acesso) que invadam seu computador ou que programas indesejáveis se instalem nele (leia-se vírus e similares). Saiba mais sobre firewalls aqui.

DOWNLOAD


Do inglês "down" (descer, descarregar, para baixo) e "load" (peso, carga). Dependendo da velocidade da conexão da internet, do tamanho do arquivo e do computador usado, pode ser realmente pesado realizar um "download". Basicamente o download consiste em copiar um arquivo de um computador remoto e colá-lo no computador do usuário. A forma como é feito o download de um arquivo pode variar porque existem os chamados protocolos, que são conjuntos de regras e instruções que vão "ensinar" ao computador como ele deve fazer a cópia do arquivo. Alguns exemplos são: FTP (File Transfer Protocol) ou Protocolo de Transferência de Arquivos, transfere diretamente o arquivo do servidor onde está armazenado para o computador do usuário; P2P (peer-to-peer) ou transferência ponto a ponto, transfere o arquivo de um computador de um usuário para o computador de outro sem a necessidade de estar centralizado em um servidor (por exemplo os programas para baixar músicas como Ares, LimeWire, Emule e outros); HTTP (Hypertext Transfer Protocol) ou Protocolo de Transferência de Hipertexto, mais usado para exibição de páginas da Internet. Devem existir outros mas no momento o Macagnan não lembra. Popularmente o download também é chamado de "baixar um arquivo".

ARQUIVOS FRAGMENTADOS


No "informatiquês", arquivos fragmentados não são o conteúdo de pastas arquivos rasgados, picados, feitos em tirinhas. Arquivos fragmentados são simplesmente aquele documento de texto ou planilha ou até aquele joguinho que instalamos no computador e que foi gravado em partes espalhadas pelo disco rígido. Confuso, né? O Macagnan explica...



Dentro do disco rígido há um ou mais discos mais ou menos do tamanho de um CD feitos de metal coberto por uma camada magnética. Quando formatamos o disco rígido, nele são gravados trilhas (o que equivaleria às linhas de um caderno) e setores (o que equivaleria a um pedacinho da linha de um caderno). Sempre que possível, os arquivos são gravados utilizando-se setores próximos uns dos outros, fazendo com que todos os setores ocupados pelo arquivo esteja em sequencia. Às vezes são reescritos setores que pertenciam a arquivos que foram apagados e nem sempre os setores em sequencia são suficientes para gravar todo o arquivo. Quando isso acontece, o computador grava uma parte do arquivo em alguns setores e as outras partes em outros setores vagos, nem sempre muito próximos aos outros. Assim se dá a fragmentação de um arquivo. O lado bom disso é que fica pouco espaço livre sem ser usado no disco; o lado ruim é que o computador demora mais tempo para procurar os pedaços do arquivo que estão espalhados pelas trilhas e setores do disco fazendo com que o computador fique "lerdo". A solução para isso é um processo chamado desfragmentação, através do qual o computador tenta reagrupar o mais próximo possível os fragmentos dos arquivos. Aqui tem uma explicação mais aprofundada sobre desfragmentação.

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As pessoas fantásticas

Bom, talvez depois deste o Macagnan demore um pouco mais para postar. Estão ocorrendo algumas mudanças na rotina e ficarei sem acesso à internet por uns tempos. Quem sabe não seja a oportunidade de visitar as postagens mais velhas e deixar seu comentário, a sua opinião? Mas antes de "desaparecer do pedaço por uns tempos", deixo aqui uma postagem da qual só tinha a ideia principal. As palavras que se seguem não foram escolhidas ou premeditadas.

Talvez você ache estranho o título desta postagem. Talvez ao falar de pessoas fantásticas nos venha à mente a imagem de um super-heroi ou algum personagem do cinema ou televisão. E se o Macagnan dissesse que ainda existem pessoas assim, de verdade! Pois acredite, elas existem. São raríssimos exemplares mas ainda existem. Não espere encontrá-las vestidas como super-herois ou com superpoderes. estas pessoas se vestem, vivem e agem como pessoas comuns. Muitas vezes estão do nosso lado. E se você perguntar a elas se são pessoas fantásticas, certamente lhe dirão que não são. Não que seja por falsa modéstia ou humildade encenada mas porque realmente não sabem que são. Em um mundo que estamos tão acostumados a ver o lado negro, ruim e corrompido do ser humano, onde uma promessa feita verbalmente pode ser desfeita sem nenhum remorso e muito bem justificada, onde mesmo compromissos sacramentados em papel e regulamentados por lei podem ser anulados e revertidos com brechas nesta mesma lei ou a toque de caixa, fica difícil acreditar que existam pessoas que acreditem e façam cumprir sua palavra. (Tá em falta gente assim em Brasília). Estamos tão acostumados a vermos em horário nobre (diga-se de passagem certas novelas exibidas por algumas emissoras) a exposição daquilo que nossos pais julgavam ser inadequado para nós como algo banal. Estas pessoas fantásticas certamente sentem-se desconfortadas ao verem estas coisas, pensam nos filhos, sobrinhos vendo as mesmas cenas ("que educação vai se ter assistindo uma coisa destas!" certamente pensarão) e sentem-se impotentes primeiro por serem poucos e depois, a grande massa aceita aquilo como algo normal. Por outro lado, essas pessoas fantásticas são por sua própria natureza generosas, sinceras e leais mas não gostam de serem enganadas ou de se sentirem usadas para algo anti-ético. Nesta hora a pessoa fantástica demonstra seu senso de equilíbrio e justiça defendendo-se e tentando evitar que as pessoas mais próximas sejam vítimas.

Pessoas fantásticas não são obra do acaso, não surgem da noite para o dia. Pessoas fantásticas têm raízes familiares plantadas em valores passados informalmente de geração para geração mas nem todos componentes de uma geração são capazes de incorporar em sua personalidade estes valores. Pessoas fantásticas vêm de famílias fantásticas que aparentam ser tão comuns como a nossa. Muitas vezes estas famílias não tem muito o que oferecer em termos materiais, porém têm em seu seio o maior tesouro que jamais poderá ser roubado: a honestidade, senso de moral e a sabedoria quase que instintiva para lidar com o mundo.

Pessoas fantásticas podem ser, às vezes, difíceis de serem acessadas. De tanto verem o lado mau do mundo, tornam-se precavidas. Mas quando se estabelece uma relação de confiança com uma pessoa fantástica, tem-se um amigo fiel ao nosso lado, pronto a nos estender a mão quando precisarmos e enquanto não se romper esta relação de confiança.

Pensem nisso, descubram as pessoas fantásticas que os cercam e, se o seu coração disser: "Eu quero ser uma pessoa fantástica", saiba que você pode ser uma, desde que realmente queira e esteja preparado para mudar alguns costumes e pensamentos; tornando parte da sua vida o "jeito fantástico de ser". E acima de tudo, tenha paciência e perseverança. Tudo tem um tempo certo para acontecer; mas não faça desta frase uma desculpa para acomodar-se e esperar que tudo aconteça sem a nossa ação.

Bom, pessoal! Por hoje é só. Até a próxima!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A saideira do Seu Chico

Agora que o primeiro turno já passou, o Seu Chico disse que queria voltar para sua terra natal, que ele já tinha justificado o voto porque estava em outro Estado no dia da eleição. Mas antes de ir, o Seu Chico me contou um "causo" que, segundo ele, foi "o mais esquisito que ele já viu" em sua vida. Era um violão, aparente normal, mas com "algo mais"... Bom, mas vamos deixar o Seu Chico contar o "causo".

Otra veiz u Tião pareceu lá nu sítio du pai cum tar de violão qui ele dizia qui era importado lá das Oropa i qui era um tar de violão qui já vinha cum um tar di um cumpanhamento. É craro qui nóis num querditemo i demo risada! Undié que si viu  um violão cum cumpanhamento? Tudu bem nóis sê da roça mais guinorante nóis num somo! I u Tião jurano qui era verdadi i nóis si ria inté saí água du zóio. Aí u Tião brabeceu! Preguntô si nóis duvidava mêmo qui u violão tinha cumpanhamento. Aí ieu arrespondi qui só querditava si ovissi i intão u Tião dissi qui ia dá a prova. Jeitô u violão in riba da perna isquerda deu umas riscada nas corda i nóis iscutemo uma pancadinha nu violão i uma luizinha bem fraquinha alumiano drento do violão. Nóis fiquemo mais curioso ainda cum aquele violão. Daí o Tião puxô uma moda di viola i nóis fiquemo tudo quieto, iscuitano... I num é que tinha memo o tar do cumpanhamento? U Tião ia tocano a melodia i da caxa du violão si iscuitava umas batida nu ritmo da moda. Dispois qui u Tião cabô di tocá, a tar luizinha apagô i parô as batida. Daí u Zé Linguiça quis vê si era memo verdadi ou lorota du Tião i pidiu imprestado u violão. Nu qui ele pegô, deu uma chacoaiadinha i disse pro Tião qui tinha um trem meio pesado drento do istrumento, i u Tíão dissi qui era a tar da maquininha di cumpanhamento du violão. U Zé Linguiça riscô uma catira naquele violão i num é qui u iscumungado cumpanhava mêmo! Inté us froreio a tar maquininha fazia!
Nissu a mãe veio chamá nóis prá janta i cunvidemo o Tião prá jantá i dispois mostrá u tar violão das Oropa pro pai, prá mãe i prás ermã. Dispois da janta, o pai pegô um litro da marelinha curtida na imburana i cunvidô u Tião prá amostrá u tar violão. Prá incurtá o causo, ficaro umas hora sentado na varanda i nóis tamém,  cantano, iscutano i veno o tar violão. Sei que fiquemo inté a noitona na varanda i cumo u Tião já tava manguaçado u pai pidiu prá ele drumí lá in casa invéis di saí nu mato. Aí intão ieu i u Zé Linguiça si cumbinemo di discubri quar era u segredu du violão. Dispois qui u Tião tinha drumido (nóis sabia qui tinha drumido pruquê u homi roncava mais qui tratô subino barranco), fumo inté na sala ondi tinha ficado o
tar istrumento. U Zé Linguiça acendeu uma lanterninha di pia i oiemo drento prá vê cumo era a tar da maquininha. Cêis num vão querditá nu qui nóis vimo: a tar da maquininha era um sapo qui quano cumeçava tocá u violão, botava a língua prá fora cum um vagalumi preso prá alumiá u iscuro di drento du violão i quano cumeçava a tocá as moda, u sapo batia as pata na madêra du violão pá fazê u cumpanhamento!".
 
Depois de contar este "causo", o Seu Chico olhou para o relógio e disse que estava na hora de ir para a rodoviária... Boa viagem, Seu Chico!

Depois do Seu Chico ter ido embora, fiquei pensando sobre o que poderia ser verdadeiro e o que poderia ser mentira em suas histórias. E para não esquecê-las, lhes contei aqui os "causos" do Seu Chico.

Bom, pessoal, por hoje é so! Até a próxima!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pesquisas eleitorais... duvidosas?

O Macagnan não acompanha muito o horário eleitoral na TV (todo mundo sempre diz a mesma coisa, critica quem está no poder pelo que não fez sendo que quem critica teve a chance de fazer e não o fez...) nem os debates políticos. Também nunca acreditei nas pesquisas eleitorais divulgadas por um simples fator matemático: a média de entrevistados por município. Quer ver?

Pesquise realizada pelo IBOPE em 29 de setembro de 2010 registrada no TSE sob número 33162/2010 tendo como solicitante a Confederação Nacional das Indústrias (clique aqui e em "Protocolo" digite 33162 depois clique no botão Pesquisar. Na página a seguir clique sobre o número do Protocolo. Na página que se abrirá, quase no rodapé aparece o link Clique Aqui para baixar o detalhamento. Abra a planilha e acompanhe o meu raciocínio). Foram entrevistadas 3.010 pessoas em 191 municípios. Se fizermos uma média, isto equivale a 16 pessoas por município.

16 pessoas por município? Será que um número tão pequeno assim pode representar de forma real a tendência dos eleitores de um município?

Segundo o mesmo acompanhamento de pesquisas, este descreve os complexos métodos usados para a seleção das áreas e da forma da coleta dos dados. Disso resulta um número variável de entrevistas para cada município. Vamos fazer algumas comparações:

Tomemos como exemplo a cidade de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. A tabela nos indica que foram realizadas 14 entrevistas. A população de Ribeirão Preto, de acordo com o site do IBGE (estimativa 2009) é de 563.107 habitantes, o que equivale a aproximadamente 0,003% da população da cidade. Vejamos também a cidade gaúcha de São Leopoldo onde foram realizadas 7 (sete) entrevistas. De acordo com o IBGE (estimativa 2009) a população de São Leopoldo é de 211.663 habitantes, o que nos dá uma percentagem de aproximadamente 0,003% da população.

Tomemos agora por exemplo cidades menores como a de Igarapé, em Minas Gerais, onde foram realizadas 7 (sete) entrevistas. Igarapé possui, de acordo com o IBGE (estimativa 209) 33.773 habitantes, o que nos dá uma percentagem de aproximadamente 0,021% da população do município. Vejamos também a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, onde foram realizadas 7 (sete) entrevistas. Niterói possui, de acordo com o IBGE (estimativa 2009) 479.384 habitantes, o que nos dá uma percentagem de aproximadamente 0,001% da população.

O que o Macagnan questiona é: com essa porcentagem baixíssima em relação ao número de habitantes, será que estas pesquisas tem condições de apontar a real intenção de voto do basileiro? Será que esses números não podem ser manipulados de alguma forma? Depois que o Macagnan passou a fazer estas contas, deixou de acreditar nas pesquisas. E aí entra outra questão: queiram ou não, a divulgação dos resultados de uma pesquisa acaba influenciando de alguma forma a opinião dos eleitores. Caso isso fosse mentira, as pesquisas apontariam sempre o mesmo resultado, não havendo alteração significativa das intenções de voto.

 
Ah, e antes que me esqueça, não esqueçam de levar ao local de votação ou de justificativa, além do Título de Eleitor, um documento oficial com foto (Identidade, Carteira de Trabalho, Passaporte)!

Clique no botão à esquerda (aquele com um triângulo preto) no "player" abaixo da urna para ouvir o barulho da urna eletrônica.

Todos os dados referentes à população das cidades usadas como exemplo setá disponível no site do IBGE CIdades

Prometo que na próxima postagem trago o último "causo" do Seu Chico!

Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima!

domingo, 19 de setembro de 2010

De volta, e com o Seu Chico

Pois é, passado um mês desde que aquilo aconteceu, o Macagnan está de volta, entupido ainda mais de coisas pra fazer. Devagar vou dando um jeito nelas...

Mas como dizia Nitiren Daishonin, "o inverno nunca tarda em se tornar primavera", recebi do Professor Expedito uma agradável surpresa: este selo abaixo.


E como é regra, pelo que entendi, tem quatro perguntas a serem respondidas quando do recebimento deste selo. Então vamos lá:

1 - Fazer referência a quem me ofertou o selo:

Blog do Profex


2 - Qual o tipo de chá que mais gosta?

Apesar de ser fã de um café "passado no coador", gosto de um chá mate adoçado na medida certa (nem "melado" nem sem açucar).


3 - Quantas colheres de açúcar costumas colocar?

Realmente não sei pois tenho o péssimo hábito de medir no "olhômetro" a quantidade de açúcar que cai do açucareiro.

4 - Indicar 6 blogs:

Moto Turismo RS
Sempre tem algo acontecendo
Curas e vícios
Blog do Tadashi
Meu caderno de poesias
Believe

Tá feito...

Retomando a vida normal, vamos a mais um "causo" do Seu Chico:

"Teim tamém o causo do trem qui passava ali pertim pertim dondi qui nóis morava. Ói, tinha veiz qui dava gosto di vê o trem passano cos vagão imendado um atrais du otro iguarzim lingüiça pindurada no açôgue: um gomim atrais du otro.
Di manhãzinha era bunito di si vê: u sór num tinha nascido ainda e lá vinha essi treim pelos trio sortano aquela nuvi di fumaça i aquela luizona na frente que chegava a alumiá inté os zóio dos tatu drento das toca. I tamém aquele baruião qui fazia as roda di ferro nus trio quano passava. I num era só treim qui passava ali não, das veiz quano os povo das fazenda ia prá cidade eis todo passava por ali, berano os trio invéis di í pela istrada di terra. Ô, mais cada veiz qu eu me alembro disso mi alembro tamém dum causo triste da Ritinha. A Ritinha era uma cabôcra morena, arta, sempre alegre, môça de famía, sempre andô na linha... Esse foi o már dela: um dia u treim pegô Ritinha.
Uma certa veiz era verão, aquelas noite quente que as cigarra cantava e cantava e cantava, os vagalume vuano tudo cas luiz trasêra acesa, nóis tudo e mais u Bóbrão, u Finim i u Quexada tava sentado na varanda, fumano uns paiêro, oiano as  istrela, coçano u dedão du pé, quano de repenti nóis oiemo pru rumo da istrada du treim i vimo uma luiz forti alumiano us mato, uma fumacêra cumpanhano a luiz i um baruio bafado nu meio du mato. Nóis fiquemo incabulado: num passava treim por lá di noiti! Daí as muié qui tava por ali si assustaro i cumeçaro a rezá. A mãe já puxô pá drendicasa a minha ermâ Jupira e a Mariquinha; as fia do vizim,  a Zefinha i a Mazé correro in frente a image di santo lá da sala i começaro a rezá tudu qui sabia achano que era os tar di disco avuador qui tinha vindo prá pegá nóis. Ieu, o Finim i u Zé Linguiça alevantemo pá tentá vê mió mais num deu pá vê nada. Aí u Finim disse pá nóis: - Vamo vê o que qui é esse trem istranho nos trio essa hora? Aí ieu disse qui ia mais antis ia pegá umas coisa prá mode nóis í apreparado. Entrei in casa i peguei minha ispingarda di cano torcido, qui é pra dá tiro di rôsca, uma garrucha i um oitão di cano cumprido quié prá bala num saí da linha e fumo pro meio do mato. Fumo, mais daquele jeito: cada pio di curuja era um ripio qui cumeçava nu finarzim da ispinha i subia inté no cangóti. Di repenti nóis iscutemo uns passo no meio du mato; nóis paremo i fiquemo quieto só iscuitano i us passo chegano perdinóis. Daí nóis iscutemo um bufo (prá quem num sabi u qui é, bufo é um modo chique di dizê que é um pum)  i intão eu discubri quem era: era u primo du Zé Bulacha i mais dois qui vinha tamém vê aqueli troço istranho nus trio du treim i arresumino um poco, quano nóis cheguemo na bera dos trio nóis já era in vinti treis fora uns otro cinquenta qui já tava lá. I nada daquela coisa parecê, i a luiz chegano cada veiz mais perto, i o baruião bafado aumentano divagazim, divagazim... Quano a luiz cumeçô a dobrá a curva da istrada do trem, deu prá vê a sombra dum troço ispichado qui paricia um chifre, dispois um troço ispichado qui parecia uma oreia, i aí u povo si preparô: era uns ingatiano as arma, otros carregano as cartuchêra, uns quize cos facão na mão i inté umas muié cuns purreti di angico na mão. I aquela sombra creceno, creceno, a luiz cada veiz mais perto, a fumacêra subino i aquele baruio qui já chacuaiava os trio du treim. Quano a tar da coisa virô di veiz a curva, nóis viu u qui qui era: era o Tião, agregado do seu Frorêncio qui vinha vortano da cidade sentado in riba dum carro di boi qui tinha perdido us arco da roda i aí us raio ficava pegano nus trio i nus pau qui sigurava us trio i fazia aquele baruio todo. U Tião vinha fumano um paiêro grosso iguar uma tora di calípio i sortano a fumaça pelo canto da boca, qui aquilo subia qui parecia chaminé di maria-fumaça. A tar da luiz era di dois lampião a querosene "invenenado" pá crariá mais (dispois o Tião mi contô u segredo: ele punha duas nafetalina no querosene i além di alumiá mais, ispantava us musquito)
".
Próxima postagem tem o último "causo" do Seu Chico.

Bom, pessoal. Por hoje é só, até a próxima!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Luto

Ivani Francisco Macagnan
O Blog do Macagnan está de luto... Faleceu sexta-feira passada (20 de agosto de 2010) o pai do Macagnan. Findou-se sua missão, chegou sua hora... Deixou saudades, lembranças de sábios conselhos, gostosas gargalhadas, senso de responsabilidade. Foi pai ao lado de sua companheira e quando esta partiu deste mundo, foi pai e mãe para dois filhos... Jeito simples e direto, foi luz nas horas de tormenta, abrigo nas horas de insegurança. Foi-se... Sua saúde já não era tão boa assim.

E o Macagnan perdeu o chão naquela hora... Foi-se o grande homem, ficou o exemplo. Apagou-se a luz que guiava nas horas de tormenta, já não está mais lá o abrigo que antes existia. Restaram os dois galhos que nasceram desta cepa. Restou a saudade de quem se foi... E o que ficou foi o abraço, o consolo daqueles que estenderam generosamente suas mãos, ofereceram seus ombros e nos ajudaram a iniciar esta caminhada por esta nova estrada.
Pai, descanse! Cuidaremos de tudo, como pude ver que pedias em seu último olhar! E um último abraço, apertado e carinhoso, que não tivemos tempo para lhe dar pessoalmente!



PS.: Talvez o Macagnan demore para postar algo novo no Blog. Perdoem-me pois talvez não tenha inspiração para isso por um tempo...

Obrigado a todos!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Recebendo visitas

Estava me preparando para iniciar esta postagem, já preocupado sobre o que iria escrever quando bateram à porta de casa. Quem será? Não lembro de ninguém que tivesse este costume de chegar à noite avançada para uma visita. Levanto-me e vou à porta. Ao abrí-la, tenho uma surprea agradável: o Seu Chico veio nos visitar...

Pra quem não conhece, o Seu Chico é meu conhecido de tanto, mas tanto tempo que nem me lembro mais. Mineirinho, gente boa, gosta duma cachacinha amarela (pra abrir o apetite antes do amoço, segundo ele), um tutu à mineira, um cigarro de palha e de viver longe da cidade. Seu Chico é analfabeto, não foi à escola para ajuda o pai e a mãe na roça. Seu Chico gosta também de contar um "causo" e hoje não me fiz de rogado, pedi que ele me contasse um. Transcrevo abaixo o "causo" exatamente como ele me disse, com sotaque caipia e tudo:

"Bão, vô contá procêis uns causo do meu cumpadi Zé Linguiça. Eu i u Zé Lingüiça nascemo i si criemo junto. Nóis e a bicharada toda no sítio do meu pai. Das veiz o Zé Lingüiça si sumia de tarde e nóis precurava prá tudo que é lado essi minino e quando nóis ia vê, tava lá no galinheiro. Aí eu dizia prá ele: - Zé Lingüiça o quê qui ocê tá fazeno aqui? e ele dizia qui quiria vê cumé que as galinha fazia pá pô a crara e a gema drento dos ôvo. Coisa ingraçada  o ôvo! Sabe qui inté ieu fiquei curioso agora: cumé qui elas faiz pá pô a gema i a crara nu ovo sem tê uma tampa pá abri i fechá?

Bão, nóis foi creceno i si criemo daquele jeitão di bicho do mato. Quano di fim di semana nóis ia jogá futibór cos vizim era um trem di si vê: nóis tinha um timi qui era um ispetáculo! Era o Bóbrão nu gôr, u Butinin i u Cascaim na defesa, nu meidicampo era u Finim i u Taquara, dispois vinha ieu i u Zé Lingüiça. Tinha veiz qui saia uns jogo di rancá faísca du chão! Dispois nóis ia pra casa prá móde cortá a unha du dedão do pé. Prá ocêis qui num sabe, nóis jogava no meio dus pasto pertim dus boi. Era uns di pé nu chão pisanu nas toicêra di capim, otro di butina furada sapatiano nu barro, das vêiz nóis amirava pá chutá a bola i chutava umas preda nu chão, otras veiz quanu acertava u chuti a bola ia lá tráis duma moita di ranhagato. Aí cumeçava u pobrema: quem ia buscá a bola?

Daí nóis crecemu mais e fiquemo moço. Subemo que perto di nóis tinha uma tar de cidade. I nois só cunhicia essa tar di cidade pelo qui os mais véio dizia quando vortava cas compra qui ia fazê nu fim du mêis. I pá í pá cidade era duas hora di carroça. Um dia, ieu, u Zé Lingüiça i mais uns cinco seis vizim inventemo de í cunhecê a tar cidade. Tomemo aquele banhão mais sabe aquele banhão di lavá inté atrais da oreia? Pois é, dispois du banho, vistimo as mió rôpa qui tinha. Óia só: as carça di linho preta riscada di branco qui u pai usô nu casamento, uma camisa vermeia xadreizada di cinza, uma cinta qui eu peguei imprestada du meu tiu - só procêis imaginá, a mêma cinta u meu tiu usava pra marrá nus trator prá dirrubá arve nu mato, qué dizê, num tinha pirigu di rebentá i mi caí as carça nu mei da cidadi mais prá jeitá a cinta toda ieu tinha di dá umas treis quatro vorta in roda da carça. Carçei as meia di í na missa e in riba delas uma butinona jeitada qui eu nem tinha istreiado ainda. Pidi imprestado pru pai um tar di prefumi, um trem fedorento qui cherava bem i prá firmá us cabelo, passei nu tanqui i passei um poquim di sabão. Mais daquele sabão feito in casa, qui aquilo firma o cabelo que é uma beleza dispois dirruba que é uma tristeza. Pá ivitá aquele catingão dibaxo du subaco fui precurá o tarco. Num é qui tinha cabado? I cumé qui eu ia lá no meio dos povo tudo chique da cidade sem um tarco? I si u trem cumeçasse a fedê? Cumo num tinha otro ricurso, carquei farinha dibaxo du subaco! Ói, cêis num sabe u quanto mi rependi di tê feito isso! Eu vô diantá o causo prá mode ficá mais devertido mais dispois eu vorto. Sei que mi rependi di tê passado farinha dibaxo do subaco pruquê quano cheguei in casa já tava cum duas broa dibaxo do braço: já sovada i sargada!

Bão, daí foi só isperá na portêra a carroça cus vizim i fumo prá cidade. Agora, ocês imagina qui viage nóis feiz: duas hora in cima duma carroça chacoaiano pra lá i pra cá, us musquito
pegano, u sórzão bateno na cara! Daí a poco o Garrincha que tava guiano a carroça cendeu um paiêro daqueis fedorento qui nem musquito guentava. Bão, in dois minuto nem mosca rudiava us boi. Aquele paiêro sortava tanta fumaça qui quem oiasse di fora do mato jurava qui tava passano uma maria-fumaça ali no meio. Infim cheguemo dispois di duas hora na tar cidade: qui trem grandi qui era! Aí nóis apeiemo da carroça i fumo caminhano, oiano as coisa por lá i di tão distraído qui nóis tava num vimo qui o Bóbrão tinha ficado pá tráis. Oiemo di vorta i vimo o Bóbrão parado in frenti uma casa falando cum uma dona istranha. Gritemo ele i ele veio daí a poco preguntano purque nóis tinha chamado ele. Ieu dissi: - Ô Bóbrão, qui qui a dona quiria? Aí ele arrespondeu qui a dona tava falano umas coisa bunita prá ele, tale coisa i coisetale, prumeteno umas coisa diferente... Aí ieu dissi: -Bóbrão dexa di sê trôxa, aquela dona é mais pobre que aquele ômi qui mora lá tráis do paió! Ai ele preguntô cumé que eu sabia que aquela dona era pobre i eu arrespondi: - Bóbrão, é só oiá pra ela i vê! Cê num viu qui ela tava só cas rôpa di baxo? A dona é tão pobre qui num tem dinhero nem pra cumprá rôpa! I as lúiz da casa dela tá tão fraca qui nem é marela mais, já tá é vermeia! Aí uns ano dispois nóis fiquemo sabeno qui ali era a tar da "Aligria da Cidade".

Só sei que o Seu Chico ficou mais um tempão aqui e depois foi para casa mas antes contou mais dois "causos" que ficam para próximas postagens.

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima! Comentem se gostaram ou não, se devo postar os outros dois casos ou não!

sábado, 14 de agosto de 2010

Na casa do colono tem...

Faz tempo que estava procurando este texto, bem ao estilo do interior do Rio Grande do Sul. Um belo dia, eis que aparece no meu e-mail! Inclusive os supostos erros de português são propositais (são para criar o efeito do sotaque "talian"):

NA CASA DO COLONO TEM:
  • Tem coltrina ao invés de porta;
  • Tem um pijáme bom pra no causo de baxá hospital e uma ropa bonita pra ir na missa;
  • Chinela Havaiana com a tira arrebentada e com um preguinho debaixo;
  • Tem umas perna de salame dependurado no poron;
  • Filho de colono tem sempre o nome importado tipo: Vádson, Adnosvaldo ou simplismente o apelido de Nêne;
  • Tem o calendário 'Santo Antônio' na parede da sala;
  • Tem sempre um pé de gavirova na frente da casa, pena que é tudo bichada, mais o dono sempre come. Diz que o que não mata ingorda;
  • Tem uma mesa comprida, com gaveta e o baralho ensebado drento;
  • Tem o canivete em forma de foice pro fumo, a BRITOLETTA;
  • Tem umas lata no alto do balcão da cozinha com farinha, arroiz, erva, açucre... aquelas que os nêne sentam em cima pra fica no tamanho da mesa;
  • Tem roupa secando no tampo e nos ferrinho do fogão à lenha, aceso o ano intero e com a chalera que nunca sai de cima;
  • Tem no porão um saco de ráfia pendurado, com um monte de otros saco de ráfia drento;
  • Tem patente ou tem banheiro, mas é do lado de fora;
  • Na patente tem sabugo, revista velha ou jornal no lugar do papel higiênico;
  • Tem os remédio pra berne e sarna dos bicho em cima da geladera;
  • Tem uns pé de bergamota, lima ou laranja do céu do lado da casa, onde que os cusco ficam deitado o dia inteiro!!!
  • Tem umas par de garrafa de refri 2L com vinho ou cachaça drento, umas de butiá, otras de mato que faz bem pros rim;
  • Tem a varinha atrás da porta pra tocá os gato pra fora;
  • Tem telefone com antena externa e uma bateria de caminhão;
  • Tem um sabugo de milho enrolado com um pano pra trancá a água do tanque;
  • Tem compota e as chimia de tudo os tipo em cima do balcão;
  • Tem meia dúzia de galinha ponhedera solta no pátio que vão virar brodo qualquer dia;
  • Tem as toalhas de mesa floreadas pra usar quando vem os parente ou as visita;
  • Tem aquele fusca 75 estacionado na garagem;
  • Tem casca de laranja pendurada atrás do fogão a lenha pra fazê chá;
  • Tem pedaço de chinela havaiana pra fazer a porta para de bater;
  • Tem batata doce e amendoim assando no fogão a lenha;
  • Tem pôster do Grêmio ou do Inter campeão. Bemmmm de antigamente.
  • Tem ratoeira armada em tudos cantos da casa;
  • Tem o tanque de concreto que os nêne toma banho nos dia quente com a água que a nona lavô a ropa, com o sabão de soda, claro;
  • Tem umas vaca de leite que vão carniá quando fica gorda;
  • Tem os taro de leite tudo batido de caí de cima do toco da estrevaria;
  • Tem o quadro dos bisa, quando eram novo, na parede da sala;
  • Tem o espelhinho laranja no banheiro e o estrado de madeira pra tomá banho, onde que cai o sabão e você não consegue pegar;
  • Tem aquelas flor de plástico que põe água com açucre pro beija-flor í tomá;
  • Tem o loro falando com a nona e que reza o pai nosso intero, de cor e salteado;
  • Tem pão sovado, salame, chimia e sagu pra comer, sempre;
  • Tem toalha de crochê enfeitando a mesa da cozinha;
  • Tem uma vassoura de galho pra varrer o pátio, escorada numa árvore;
  • Tem um guaipeca bernento chamado toque, no terrero da casa acuando pros carro que passa na estrada;
  • Tem a foto do papa na parede. Tirada da revista Manchete de 1981.
  • Na roça tem sempre a pessoa que quando dá uma trovejada de chuva, a pessoa diz que São Pedro ta jogando boliche no céu.
  • Os móveis são azul, vermelho ou bege;
  •  As paredes da casa são pintadas com cal misturado com alguma cor bonita como rosa, azulzinho fraca etc;
  • Tem os queijo secando na tábua pregada do lado de fora da janela;
  • Tem sempre uns garrafón de vinho guardado dentro da dispensa;
  • Só não tem chave na porta da frente, a outra é com tramela;
  • Tem a "estiópa" pindurada na varanda ou atrás da porta do banheiro que o nono usava pra matá os passarinho.
 Para quem não entendeu muita coisa, vai um breve dicionário "talian"-português:

  • Coltrina = cortina
  • Pijáme = pijama
  • Baxá hospital = internar no hospital
  • Perna de salame = peça de salame
  • Poron = porão
  • Nêne = apelido genérico de filho
  • Gavirova = guabiroba
  • Arroiz = arroz
  • Açucre = açúcar
  • Saco de ráfia = saco de fios de plástico trançados
  • Patente = banheiro rústico externo
  • Berne = parasita que se aloja sob a pele do hospedeiro causando coçeira e inchaço no local onde se desenvolve.
  • Sarna = doença causada por ácaros que atacam a pelagem, causando sua queda e escamação da pele
  • Bergamota = tangerina
  • Cusco = cachorro
  • Butiá = fruto de uma espécie de palmeira chamada butiazeiro (Butia capitata)
  • Trancá = prender, trancar, impedir, colocar obstáculo
  • Chimia = doce pastoso, feito geralmente à base de frutas
  • Ponhedera = galinha poedeira (para produção de ovos, não destinada ao abate)
  • Brodo = Espécie de caldo, próprio para ser bebido quente ou servir de acompanhamento para pão, feito com partes de galinha fervidas em bastante água e sal
  • Carniá = carnear, abater
  • Taro = Recipiente metálico utlizado para armazenamento temporário do leite ordenhado
  • Estrevaria = estrebaria, estábulo
  • Nona = avó (nôno = avô)
  • Bisa = bisavó (biso = bisavô)
  • Í = ir
  • Loro = papagaio, condimento chamado "louro"
  • Guaipeca = cachorro de pequeno porte
  • Acuando = acoando, latindo
  • Garrafón = garrafão
  • "Estiópa" = (do italiano schioppa) espingarda
Agora ficou mais fácil, não?

Bom, pessoal. Por hoje é só! Até a próxima!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um cão chamado Fé...

Recebi esta semana um e-mail que, em princípio não me despertou muito interesse. Pelo nome, achei que era uma daquelas historinhas que rodam a Internet a torto e a direito. Porém a curiosidade me fez olhar melhor e achei algo muito interessante e digno de ser publicado e repassado. As fotos foram reproduzidas como vieram para mim, apenas duas ou três não puderam ser reutilizadas.

O texto original diz que Faith (nome do cachorro, que significa Fé em inglês) nasceu na véspera de Natal de 2002. Faith tinha apenas três patas e uma delas (a da frente) era anormal e teve de ser amputada.



Devido a essa situação, Faith não podia andar. Foi rejeitado pela própria mãe e seu primeiro dono também não acreditou que ele pudesse sobreviver e chegou a pensar em eliminá-lo.
E eis que surgiu Jude Stringfellow, sua atual "dona". Ela quis cuidar de Faith e o assumiu como era.



Jude acreditava que Faith poderia superar esta deficiência e estava determinada a ensiná-lo a andar por si só, e que só precisava de fé. Por isso, adotou o nome do cachorro de Faith.



"No começo, colocava Faith numa prancha de surf para que ele sentisse os movimentos da água. Mais tarde lhe dava pasta de amendoim, numa colher, como um prêmio e recompensa por ter ficado ereto e saltar pela casa".


Surpreendendo a todos, Faith teve o incentivo dos outros cachoros da casa e após seis meses começou a se equilibrar nas patas traseiras e a saltar para se mover para a frente. Depois de um tempo treinando na neve, ele pôde caminhar como um ser humano.


Não importa onde vá, Faith é sempre uma atração!




 Segundo o e-mail, Jude deixou a carreira de professora para se dedicar a Faith. Levou-o ao redor do mundo para que quem quisesse vê-lo.



Faith não teve outra escolha além de aprender um novo jeito de superar suas dificuldades.



Às vezes reclamamos de certas coisas que, na verdade, não são nada perto do que outros enfrentam...


E, certamente por onde passa, Faith deixa uma legião de curiosos e admiradores.




Esse é Faith, o cão que sobreviveu graças ao seu esforço e à fé de Jude...



Bom, pessoal, por hoje é só! Até a próxima!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Blog de aniversário!

É, caros leitores, o Blog do Macagnan completa o seu primeiro ano dia 31 de Julho de 2010!

Parabéns a todos nós pois, se não fosse tanto pelos leitores quanto pelo produtor, jamais o Blog teria resistido (ou sobrevivido) em meio a tantos outros blogs...

Neste ano, muitos personagens passaram por aqui, deixaram sua marca ou sua imagem, nos alegraram, nos alertaram, enfim, fizeram parte deste ano. E nada mais justo do que convidar este pessoal todo para a festa virtual do Macagnan. Era para ser no Bar do Fritz mas, olha o que encontramos na porta quando chegamos:



Ôps, tem gente batendo à porta! Devem ser os convidados, vamos ver quem é:

Calma, Bill, você não está atrasado! A festa está só começando!


 


 Ôpa, Pedro Bial! Cadê as câmeras escondidas?

O tio da cerveja! Agora a festa vai pegar fogo...


Olha aí o DJ The Cat, tem som nessa festa!


O Tux não perdeu a chance e veio "no rastro" do "tio Bill", hehehe...








 Pra quem quiser, tem espaço pra dançar, não precisa ter vergonha...
Foi só falar que a festa "ia bombar" e escutamos um estouro... Deve ter sido o Osama.









Tem um pessoal chegando, atravessando a rua. Adivinhem quem são eles?









E para finalizar, faltava o bolo, né? Faltava, porque não falta mais. E foi o Chef quem fez!








Bom, pessoal, por hoje é só! Até o próximo!
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