quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A insustentável fragilidade dos dados.


Pode parecer estranho mas isso eu aprendi por conta própria, após perder dezenas e dezenas de arquivos: dados são frágeis! Basta um descuido e pronto, já se foram...
Quem nunca teve um arquivo importante armazenado e na "hora H" falhou, que atire a primeira pedra. Lembro até de algumas mensagens que, quando as via, só dava tempo de pensar: "O que é que eu fiz de errado?". Eram a maioria em inglês, e diziam coisas do tipo "Arquivo corrompido", "Fim inesperado do arquivo", "Incapaz de ler arquivo xxxxxxxx", "Arquivo não existe", e muitas outras...

E aí dirão os mais "entendidos": -Sim, e você fez backup dos arquivos?. Pasmem, a maior parte das vezes que eu me deparei com essa situação tive como resposta um "não" em tom de culpa, digamos assim. Aí complica...
Dados são assim mesmo, enquanto está tudo bem com eles, nos sentimos seguros. Quando eles falham é que tomamos consciência da falta que um backup (cópia de segurança) faz. Imagine uma empresa que possui controle de estoque, controle financeiro, vendas, cadastros de clientes, fornecedores, enfim, toda vida da empresa informatizada. Um erro em um arquivo pode, na melhor das hipóteses, dificultar a rotina da empresa. Por exemplo: imagine que em um estabelecimento um belo dia aconteça um problema com, digamos, a listagem de preços. Se alguém fez backup, é só restaurar o mesmo e tudo volta ao normal. E se não há backup? Nessa hora não adianta coçar a cabeça. Tem muito trabalho pela frente.

Bem, quando se fala em backup, lembra-se em mídia, ou seja, o meio onde serão armazenados os dados. Qual mídia usar? Boa pergunta... depende de que quantidade de dados têm que ser gravados, quais são os equipamentos disponíveis, por quanto tempo se quer manter esses dados... O que nos leva a outra pergunta: Qual mídia é mais segura?
Na minha opinião isto pode parecer radical demais mas NENHUMA MÍDIA É SEGURA. Querem saber por quê?

1 - Disquetes, discos Zip, Discos rígidos são mídias de armazenamento que trabalham à base de magnetismo (geralmente uma base plástica ou metálica recoberta por óxido de ferro recebe os dados que são gravados por uma "cabeça" magnética minúscula). Um campo magnético muito forte ao qual sejam expostos, e no caso dos discos rígidos também um choque mecânico que venha a "riscar" a superfície do disco recoberto pelo óxido de ferro, comprometem a integridade dos dados. Têm-se ainda a umidade, calor excessivo e poeira que também podem afetar as mídias magnéticas, sobretudo disquetes e similares.

2 - CD-ROMs, DVD-ROMs e outras mídias de armazenamento ótico, são mídias compostas, de um modo geral, por uma base de material plástico, uma camada refletora e uma terceira camada que protege a camada refletora. A sua gravação se dá pela ação de um feixe de laser concentrado que fura pequenos "pontinhos" microscópicos na camada plástica da mídia. Em relação aos meios magnéticos, apresenta maior segurança pois uma vez gravados não podem ser apagados, exceto se a mídia for do tipo regravável. A desvantagem deste tipo de mídia é que ela pode ser prejudicada pelo calor, por quedas que venham a "trincar" o disco, o atrito com outras superfícies que pode vir a prejudicar a leitua ou até inutilizar o disco (os famosos "riscos no CD ou DVD"). Também as mídias de menor qualidade perdem a camada protetora em um tempo curto (aquela situação em que o CD ou DVD "descascou"). Também há casos de CDs ou DVDs que foram atacados por uma espécie de fungo que destrói a camada protetora da mídia e chega a danificar a camada refletora.

3 - Pen Drives, MP3 e afins, SSDs (discos rígidos que usam a mesma tecnologia dos pen drives) e similares, são mídias compostas por chips ou circuitos integrados que armazenam dados que são gravados mediante pulsos elétricos ordenados. São mídias que não possuem partes funcionais mecânicas, portanto não sujeitas a erros causados por desgastes físicos. A desvantagem deste tipo de mídia é exatamente o modo de gravação. A mesma energia que armazena os dados pode corrompê-los. Que o diga quem já teve problemas com pen drive: esqueceu de desmontar o volume ou remover com segurança e zap... tirou o pobre da conexão USB. Um belo dia o usuário tem a surpresa de não achar o que precisa lá no pen drive. Por quê? Simplesmente porque quando tirou o pen drive, tinha alguma coisa acontecendo envolvendo o mesmo e o arquivo ficou sem um pedaço, ou pior, quando acontece um pico de energia ao tirar o pen drive em hora imprópria e esse pico de energia "limpou" uma parte ou toda a informação lá gravada.

Enfim, o que fazer, já que não há mídia cem por cento segura? Fácil: multiplique! Não entendeu, né? Tudo bem, é simples: se você se dispôs a fazer uma cópia de segurança, por que não fazer duas ou três em locais diferentes? Isso "salvou a minha pele" várias vezes quando precisei de um backup e ele me falhou. É, acreditem, existe a chance de um backup falhar! Eu aprendi isso da pior forma possível: quando contei com um backup para restaurar um sistema de gerenciamento de uma empresa, fiquei com um arquivo pela metade! Bom, para se ter uma idéia do trabalho que um backup nos poupa, eu tive que cadastrar cerca de cem itens um a um e atualizar um backup de quase um ano antes procurando em notas fiscais, anotações e onde mais pudesse haver informações.

Tomara que você nunca tenha que passar por isso. Para encerrar com um toque de humor, posso dizer que backup é como camisinha: todo mundo diz que é ruim de usar mas depois que acontece, todo mundo se lamenta de não ter usado... hehehe...

Abraço a todos e até o próximo! Cuidem bem dos seus dados!

(Imagens extraídas dos sites Laércio Vasconcellos Computação, Wikipedia, NewNet, Palhares Digital e Blog Tecneira)

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